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Divulgada ata do COPOM que confirma SELIC em 6,5%

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Foi divulgada a ata das reuniões ocorridas nos dias 20/03 e 21/03 do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central.

Para visualizá-la na íntegra clique aqui

Como você já sabe, a SELIC foi cortada para 6,5% a.a., o que faz a poupança render 4,5% a.a. (líquidos) + TR e aquele CDB malicioso de 90% dos grandes bancos 5,75% a.a. (brutos), menos que a poupança.

Mas porque o Banco Central não para de cortar a taxa básica de juros?

É simples, porque a inflação deixa.

A justificativa dada pelos membros do COPOM para a continuidade da política monetária “estimulativa” é de que havia um risco de postergação da convergência da inflação à meta, e um corte adicional mitigaria esse risco.

Para a próxima reunião a indicação é clara de um novo corte, isso porque segundo o próprio COPOM, o corte da SELIC para 6,5% já estava embutido nas expectativas do mercado, e logo na inflação futura, principalmente para 2018.

Vendo que a inflação futura também permanece aquém da meta, eles julgaram prudente mais um corte em maio. 

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E além disso, ainda deixou uma dúvida em relação a junho, onde afirmaram que o ciclo de corte dos juros “deverá” se encerrar nessa reunião, mas “pode” ser necessário mais tempo para avaliar a evolução da economia.


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A verdade é que, continuaremos mais um tempinho com uma política monetária estimulativa (que leva a taxa de juros reais abaixo da estrutural), e isso tem efeitos positivos na economia, pelo menos no curto prazo, pois nunca se pode perder o medo da inflação.

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E meus investimentos? 

Vamos analisar o gráfico abaixo:

grafico

 

Podemos ver a evolução da taxa de juros, com ênfase nos anos 80, onde chegou a passar dos 20% a.a..

Mas espera aí, esse não é o Brasil, essa imagem é da taxa de juros dos Estados Unidos.

Quando pensamos em EUA, pensamos em taxas de juros baixas e inflação controlada, porém nem sempre foi assim, eles já tiverem seus momentos de inflação descontrolada, como qualquer economia.

Não quero nos comparar diretamente a eles, meu ponto é que precisamos mudar nosso pensamento, é muito, mas muito difícil vermos nos próximos anos uma SELIC a 14,25% como tivemos algum tempo atrás.

Nossa matriz econômica é outra, e apesar de novas crises serem naturais e mexerem tanto na inflação quanto nos juros, a tendência clara é de que teremos juros e inflações em níveis mais baixos se comparados ao nosso passado.

Com isso precisamos buscar conhecimento e sofisticar nossos investimentos, estamos passando por um novo momento da nossa história e você não pode ficar parado no tempo.

A receita do bolo é simples, diversifique!

Quem quer mais rentabilidade, tem duas opções:

  • 1 – Aumentar o prazo da sua carteira;
  • 2 – Aumentar o risco.

Não existe fórmula mágica, nem investimento que vai render 1% a.m. com segurança e liquidez.

Roberto Varaschin

Roberto Varaschin é um Colaborador do Portal EuQueroInvestir.

Contato: roberto.varaschin@euqueroinvestir.com

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