Dividendos: VALE3, ITUB4 e BCSA34 lideram lista dos maiores pagadores de dividendos

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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A Vale (VALE3) e os bancos Itaú-Unibanco (ITUB4) e Santander Brasil (BCSA34) encabeçam a lista de maiores pagadores de dividendos e JCPs em 2020. Os dados são de um levantamento da Economática. As três companhias pagaram valores acima de R$ 10 bilhões no ano passado.

De acordo com a Economática, a Vale lidera a lista com R$ 18,7 bilhões. Em seguida surge o Itaú-Unibanco, com R$ 12,058 bilhões e o Santander Brasil, com R$ 10,2 bilhões. O ano passado foi, inclusive, o maior montante de dividendos e JCPs pagos pela mineradora.

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A última vez que a Vale havia ultrapassado o montante de R$ 15 bilhões, havia sido em 2011. Naquela ocasião, chegou a R$ 15,1 bilhões. Com o passar dos anos, foi decrescendo, até atingir a mínima de R$ 695 milhões, obtida em 2019.

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Dividendos

Dividendos: oito atingem o maior valor da década

A pesquisa da Economática mostrou ainda que oito empresas atingiram 2020, com o maior valor distribuído em dividendos e JCPs. Além da Vale e do Santander Brasil, entram nessa lista a CPFL Energia (CPFE3), TIM Brasil (TIMS3), Taesa – Transmissora Aliança de Energia Elétrica (TAEE11), COPASA (CSMG3) e Cyrela Brasil Realty (CYRE3).

Na lista, apenas, o Bradesco registrou, em 2020, o menor valor da década. O banco distribuiu R$ 1,4 bilhão, ante R$ 17 bilhões do ano anterior.

Na amostra das 20 maiores distribuidoras, os setores bancário e de energia elétrica, predomina com quatro companhias. Alimentos & Bebidas participam com três empresas, Petróleo & Gás e Telecomunicações com duas empresas e outros cinco setores com uma só empresa.

Volume de R$ 91,3 bilhões em 2020

A Economática calculou que, em 2020, as 246 empresas pesquisadas distribuíram R$ 91,3 bilhões. O total é 29,3% inferior ao do ano de 2019 ou R$ 37,8 bilhões menor.

O ano de 2019 foi o ano de maior volume distribuído na amostra, com R$ 129,1 bilhões. O volume direcionado aos investidores vinha em uma crescente nos últimos 3 anos, desde 2016, quando o volume foi de R$ 66,9 bilhões.

Nos últimos dez anos, houve dois momentos de crescimento de dividendos. O primeiro entre 2012 e 2014 e o segundo entre 2016 e 2019. O pior momento aconteceu no ano de 2016 quando as empresas distribuíram R$ 66,9 bilhões.

Dividendos

Por que dividir o lucro?

As empresas são obrigadas a dividir seus lucros com os acionistas. Isto acontece porque é o que determina a Lei de Sociedades por Ações (6.4040/76). Ela estabelece que toda empresa de capital aberto deve distribuir aos seus acionistas no mínimo 25% de seu lucro líquido por meio de dividendos ou juros sobre capital próprio.

Os dividendos são o pagamento dessa parte do lucro e são livres de impostos. Já os juros sobre capital próprio são um tipo de dividendo sobre o qual incide imposto. O acionista é tributado em 15% sobre o valor dos JCP’s no imposto de renda.