Dividendos: saiba como lucrar com eles

Humberto Maurício Pennacchia
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Crédito: Freepik

Você já parou para pensar na possibilidade de fazer o dinheiro trabalhar a seu favor?

Ficou interessado? Saiba que isso é possível!.

Aprenda nesse artigo como os dividendos podem turbinar o seu rendimento.

Com a queda dos juros no Brasil, a renda fixa está, gradualmente, perdendo atratividade.

Em sentido oposto, os investimentos em renda variável estão aumentando gradativamente,

Para que você tenha ideia do que estou falando, em 2018 a B3 (antiga Bovespa) fechou o ano com 800 mil investidores.

Até outubro de 2019, esse número estava na casa de 1,5 milhão de investidores pessoa física.

Esse fluxo migratório constante de investidores para a bolsa, faz com que o mercado acionário brasileiro bata recordes sucessivos de alta, gerando valorização expressiva das ações.

Para alegria dos investidores, o ganho não fica restrito apenas a valorização dos papéis, sua lucratividade pode aumentar através do recebimento de dividendos.

O que são dividendos?

Dividendo é uma parcela do lucro da empresa, distribuído ao acionista como forma de remuneração pelo capital investido.

No Brasil, os juros nominais e, também, os reais (descontada a inflação) sempre foram obstáculo ao avanço da bolsa.

Nos últimos 20 anos, o CDI, uma taxa de juros que caminha lado a lado com a SELIC, acumula um retorno de 1053% contra 816% do IBOVESPA.

Mas isso está mudando.

Nos últimos três anos, o CDI se valorizou 25,70%, enquanto que o principal índice da bolsa ficou em 65,15%.

A retomada gradual do crescimento da economia brasileira,  acaba refletindo na lucratividade das empresas e, consequentemente, na valorização das ações listadas na bolsa.

Isso faz com que as empresas optem por pagar dividendos polpudos aos seus acionistas como forma de fidelizá-los e aproveitar a  oportunidade de atrair novos.

Para o investidor que opta pelo recebimento de dividendos, isso pode ser bem interessante, pois passa a ter rentabilidade expressiva ao longo do tempo.

Caso o investidor queira aumentar o seu lucro, poderá reinvestir o valor dos dividendos na compra de novas ações, gerando assim, uma base acionária maior.

Essa simples atitude gerará um circulo virtuoso para a vida financeira do investidor.

Geralmente as empresas que pagam os maiores e melhores dividendos são aquelas que conseguem se manter resilientes nos momentos de maior instabilidade econômica.

Porém, uma coisa precisa ficar bem clara, caso uma empresa precise fazer polpudos investimentos para aumentar seu negócio, poderá diminuir ou até suspender, temporariamente, o pagamento de dividendos,

Se você ficou preocupado com essa última informação, relaxe, essa situação é apenas temporária.

Lembre-se que, ao pagar bons dividendos, uma empresa estará atraindo novos investidores que irão alocar seus recursos na mesma, gerando assim, aumento de capital, que irá ajudá-la no seu crescimento.

Pensando assim, as empresas estarão sempre dispostas a manter generosos dividendos aos acionistas, deixando-os felizes e recompensados.

Existe uma lei que disciplina o pagamento de dividendos.

Estamos falando da Lei 6.404 de 15 de dezembro de 1976.

A primeira parte do artigo 202 da referida lei deixa clara essa obrigação por parte das empresas para os acionistas.

“Art. 202. Os acionistas têm direito a receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecidos no exercício”.

O parágrafo segundo do respectivo artigo trata da porcentagem mínima a ser distribuída aos acionistas.

“Quando o estatuto for omisso e a assembleia-geral deliberar alterá-lo para introduzir norma sobre a matéria, o dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido.”

Como as empresas podem utilizar o lucro?

Uma empresa que gerou lucro pode utilizá-lo de 3 formas:

  • Reinvestimento do lucro em projetos de expansão, para pagamento de dívidas e/ou na recompra de ações.
  • Pagamento de uma parte do lucro aos seus acionistas.
  • Reinvestimento de uma parte do lucro e, com a outra parte, pagar o lucro aos acionistas.

Como funciona o pagamento de dividendos?

Muitas pessoas, de forma errônea, imaginam que o dividendo deva ser pago somente em dinheiro.

Embora isso seja o mais usual, eles também podem ser distribuídos através de ações ou até mesmo de propriedades, o que não é nada comum.

Qual a data da distribuição dos dividendos?

A data e a periodicidade de pagamento ficam a critério de cada empresa.

O pagamento pode ser mensal, trimestral, semestral e anual.

Para que o acionista de uma empresa receba o seu dividendo, ele deve estar atento a quatro datas muito importantes:

A data de declaração é o momento em que o dividendo é anunciado pelo Conselho de Administração.

Esta declaração inclui:

  • O valor do dividendo
  • A data de registro
  • A data de pagamento

Quando uma empresa anuncia o pagamento de dividendos, ela define uma data de registro que deve constar na contabilidade da empresa para que você possa receber o dividendo declarado.

Nesta data, a empresa vai registrar os seus acionistas e usará esta data para definir quem irá receber os relatórios financeiros, procurações, etc.

Data ex-dividendo

Quando a empresa define a data de registro, a data ex-dividendos é definida pela Bolsa de Valores.

Importante notar que, se um investidor comprar uma ação a partir da data de ex-dividendos, ele não irá receber o dividendo declarado; nesse caso, o vendedor terá direito a esse valor.

Já os investidores que comprarem  ações antes da data ex-dividendos vão receber os lucros distribuídos.

Além da distribuição de dividendos, as empresas da bolsa podem remunerar o acionista de outra maneira.

O Juro Sobre o Capital Próprio (JSCP) funcionam de forma semelhante ao dividendo, mas possuem regras específicas de tributação.

Como esse pagamento é tratado como despesa no resultado da empresa, o investidor se vê obrigado a pagar o Imposto de Renda, que é retido na fonte.

A alíquota, nesse caso, é de 15%.

No caso dos dividendos, o investidor é isento.

Como escolher boas empresas pagadoras de dividendos?

Escolha empresas que já estão consolidadas em seu setor de atuação e não precisam fazer grandes investimentos.

Opte por empresas que gerem receita, independentemente do crescimento econômico.

Dito isso, faça boas escolhas e boa sorte!

Se considera um investidor conservador? Então você está em risco de extinção!

O cenário econômico virou do avesso e o país já não é mais o mesmo.

As taxas de juros caíram à níveis jamais vistos no Brasil desde o final do governo Militar (imagem abaixo) e levaram os rendimentos de Renda Fixa para próximo de Zero (ou negativos no caso da poupança).

Italian Trulli

A nova equipe econômica está incentivando novos investimentos no país, e com isso já não é mais possível ganhar dinheiro confortavelmente na poupança e em CDBs comuns. Por isso, estamos declarando a Extinção do Investidor Conservador.

Se você faz parte dessa espécie de investidor que está em risco de extinção, confirme seus dados no formulário abaixo e fale com nossa equipe. Vamos te ajudar, sem dor e sem custo.