Dívida pública sobe quase 1% e chega a R$ 5,059 trilhões, diz Tesouro

Paulo Amaral
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A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (24) que a dívida pública federal registrou alta de quase 1% (0,99%) no último mês de janeiro.

Com isso, os débitos do governo do Brasil, aqui e no exterior, alcançaram R$ 5,059 trilhões, ante R$ 5,009 trilhões acumulados até dezembro do ano passado.

Segundo as explicações do Tesouro Nacional, as dívidas cresceram em janeiro por conta das emissões de títulos públicos. Elas somaram R$ 155,35 bilhões e superaram o volume de resgates de papéis do mercado, que totalizaram R$ 148,54 bilhões no mesmo período.

“Destaca-se que, pela primeira vez na série histórica, foi registrado emissão líquida no mês de janeiro, que tipicamente concentra volumes maiores de vencimentos”, informou a instituição.

As despesas com juros, que também são calculadas no endividamento, somaram R$ 42,94 bilhões, de acordo com o Tesouro Nacional.

A dívida em 2021, segundo o Tesouro

O Tesouro Nacional informou que a dívida pública do governo federal poderá alcançar R$ 5,9 trilhões até o fim de 2021.

A expectativa é que a alta seja de R$ 891 bilhões no período, maior do que a registrada no ano passado, após o início da pandemia – recorde até então, com R$ 761 bilhões.

Há, no entanto, um outro cenário, no qual o crescimento seria de R$ 591 bilhões, o que elevaria a dívida no fim do ano “apenas” para R$ 5,6 trilhões.

“No externo, ainda que a vacinação tenha avançado em diversos países, a descoberta de variantes do Covid-19 voltou a trazer apreensão aos mercados. No doméstico, a curva de juros apresentou alta nas taxas, reagindo às expectativas em relação à política monetária e às discussões sobre a prorrogação do auxílio emergencial e seu impacto nas contas públicas”, informou a instituição.

O cenário de fevereiro, de acordo com o Tesouro, tem apontado “para a recuperação no mercado externo, com avanço nas discussões de pacotes fiscais em algumas economias e avanço nas campanhas de vacinação, produzindo uma melhora na percepção de risco de emergentes”.