Dívida pública: relatório do IFI melhora projeções

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão auxiliar do Senado, divulgou relatório esta semana em que prevê queda no pico da dívida pública.

Em maio, a IFI previa que o pico da dívida pública ocorreria em 2025, chegando a 85,5% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país.

Agora, com algumas medidas já em curso, o ponto mais alto da dívida pública está projetado para 2024, em 80,7% do PIB.

Para o diretor-executivo do IFI, Felipe Salto, a previsão mais otimista se explica com as devoluções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), com a expectativa da retomada do crescimento econômico e com a evolução das receitas.

BNDES deve devolver R$ 124 bi, o que ajuda dívida pública

Segundo o relatório, o BNDES deve devolver ao Tesouro Nacional R$ 124,76 bilhões até o fim do exercício de 2019.

Importância das PECs

Para que as projeções da dívida pública se confirmem, Felipe Salto destaca a necessidade de discussão das três Propostas de Emenda à Constituição (PECs) apresentadas pelo governo: PEC do Novo Pacto Federativo, PEC da Emergência Fiscal e PEC dos Fundos Públicos.

Para o diretor-executivo do IFI, os projetos precisam ser discutidos com profundidade durante a tramitação.

“O ajuste fiscal ainda é muito necessário. No cenário base (mais provável de ocorrer), a gente contempla um ajuste com despesa de pessoal que vai depender de medida adicionais, como a aprovação das PECs. Elas têm uma relevância muito grande nesse quadro”, defende o diretor.


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