Dívida pública federal sobe 3,27% e chega a R$ 4,39 trilhões em junho

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

A dívida pública federal subiu 3,27% em junho, na comparação com maio, e passou de R$ 4,251 trilhões para R$ 4,39 trilhões, de acordo com o Tesouro.

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O relatório divulgado nesta quarta-feira (29) mostrou também que a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública em títulos no mercado interno, subiu 2,93% em junho, passando de R$ 4,033 trilhões para R$ 4,151 trilhões.

A justificativa da Secretaria do Tesouro Nacional é que a alta está diretamente ligada à emissão líquida de R$ 99,18 bilhões na DPMFi.

Somada a isso, houve a apropriação positiva de juros, no valor de R$ 18,8 bilhões.

A emissão líquida de títulos da Dívida Pública Mobiliária Interna foi formada pela diferença entre o total de novos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional – R$ 101,59 bilhões – em relação ao volume de títulos resgatados (embolsado pelos investidores), que somou R$ 2,41 bilhões.

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta.

A expectativa para 2020 é que a DPF fique entre R$ 4,5 trilhões e R$ 4,75 trilhões, segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF), mostrado em janeiro.

Dívida Pública no Mercado externo

O relatório da Secretaria do Tesouro também informou que a emissão de US$ 3,5 bilhões no mercado internacional no início de junho fez o estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe) subir 9,65%.

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O volume passou dos R$ 218 bilhões contabilizados em maio para R$ 239,03 bilhões em junho.

A valorização do dólar diante do real neste período, de 0,92%, também contribuiu para o aumento deste volume.

Detentoras da DPF

As instituições financeiras foram as principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 27,47% de participação no estoque.

Logo na sequência aparecem os fundos de investimento, com 25,79%, e os fundos de pensão, com 24,47%, fechando o top 3.

A retirada de recursos de investidores estrangeiros no Brasil fez a participação dos não residentes cair para 9.09% em junho.

Este é o menor percentual de estrangeiros na dívida interna desde 2009.

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