Dívida pública federal cresce 1,03% e soma R$ 4,24 trilhões em dezembro

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Pixabay

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 1,03% e somou R$ 4,248 trilhões em dezembro, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional. Em novembro, o estoque da dívida estava em R$ 4,205 trilhões. O aumento de 1,03% foi motivado pela emissão líquida de R$ 19,21 bilhões e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 24,28 bilhões. O resultado do mês passado ficou dentro do Plano Anual de Financiamento (PAF), que estimava um intervalo entre R$ 4,1 trilhões e R$ 4,3 trilhões.

Os dados abrangem a dívida interna e externa. O estoque da dívida interna subiu 1,22%, para R$ 4,083 trilhões. Já o estoque da dívida externa recuou 3,40% na comparação com novembro, chegando a R$ 165,68 bilhões. Assim, a participação da dívida interna no resultado total de dezembro foi de 96,10% e dívida externa respondeu por 3,90%.

Com relação aos detentores de títulos públicos, a Previdência segue com a maior participação, 24,89%, embora tenha recuado em relação a novembro, quando respondia por 25,42%. Em valores, o volume da Previdência é de R$ 1,016 trilhão. Na sequência vêm os fundos de investimento, com 26,68% e R$ 1,089 trilhão; e as instituições financeiras, com 24,69% e R$ 1,008 trilhão. Os estrangeiros (não residentes) possuem 10,43% dos títulos (eram 11,11% em novembro). O governo tem 3,97%; seguradoras, 3,94%; e outros, 5,41%.

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O volume de títulos da DPF a vencer nos próximos 12 meses subiu, passando de 18,62%, em novembro, para 18,68%, em dezembro, de acordo com o Tesouro. O prazo médio da dívida ficou em 3,97 anos, contra 4,04 anos no mês anterior, enquanto o custo subiu de 8,67% ao ano para 8,71% ao ano.