Dívida pública federal chega a R$ 5,24 trilhões em março

Paulo Amaral
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Crédito: Pixabay

A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira (28) que a dívida pública federal do Brasil registrou um novo aumento em março.

De acordo com o órgão, os débitos do governo no Brasil e no Exterior apresentaram alta de 0,85% no período, e passaram de R$ 5,198 trilhões para R$ 5,242 trilhões.

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“O mês de março foi negativo de forma geral, com deterioração na percepção de risco de emergentes e alta na curva de juros no mercado doméstico”, informou o Tesouro Nacional, em nota.

Emissões x resgates

O órgão informou ainda que, em março, as emissões de títulos públicos somaram R$ 164,77 bilhões, enquanto os resgates totalizaram R$ 163,53 bilhões.

Além do saldo de R$ 1,24 bilhão em emissões, houve uma despesa com juros de R$ 42,76 bilhões no último mês.

Após o novo relatório, a expectativa do Tesouro Nacional é de que a dívida pública siga crescendo, e feche o ano com valores entre R$ 5,6 trilhões e R$ 5,9 trilhões.

Detentores da dívida pública

Uma outra parte do relatório divulgado pelo Tesouro Nacional mostrou que a participação dos investidores estrangeiros, aqueles que compraram títulos públicos em março, aumentou.

Segundo o órgão, os não residentes no País somaram 9,54% da dívida total, o equivalente a R$ 475 bilhões, contra R$ 467 bilhões, ou 9,43% do total, em fevereiro.

Na sequência, atrás dos estrangeiros, aparecem os seguintes detentores na lista da dívida pública: instituições financeiras (R$ 1,549 bilhões, ou 31% do total), fundos de investimento (R$ 1,201 trilhão, ou 24,10% do total) e fundos de previdência (R$ 1,131 trilhão ou 22,7% do total).

Boa reserva de liquidez

O Tesouro Nacional informou ainda que a chamada reserva de liquidez, valor separado da dívida pública para pagar os vencimentos, fechou março em R$ 1,119 trilhão.

O valor, de acordo com o órgão, é “suficiente” para garantir uma boa frente de vencimentos.

“O nível atual é suficiente para mais de 7 meses à frente de vencimentos e cabe destacar que os meses de abril e maio de 2021 concentram vencimentos estimados em R$ 435 bilhões”, diz a nota.

A Secretaria do Tesouro Nacional disse que, mesmo com o aumento da dívida pública, o cenário é positivo, pois “vê com melhora na percepção de risco de emergentes e queda nas taxas de juros com prazos mais longos”.

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