Dívida pública chega a R$ 4,28 tri, com alta de 1,22% em fevereiro

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O endividamento interno e externo do governo federal – a Dívida Pública – atingiu o valor de R$ 4,281 trilhões. O aumento foi de de 1,22% em fevereiro, na comparação com janeiro, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Economia.

Assim, o valor passou de R$ 4,229 trilhões para R$ 4,281 trilhões, informou a Agência Brasil. Já a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que reúne a parte da dívida pública em títulos no mercado interno, subiu 1,05% em fevereiro. Portando, chegou a R$ 4,099 trilhões.

De acordo com o Tesouro, este aumento ocorre pela emissão líquida de R$ 20,52 bilhões na DPMFi. Também houve a apropriação positiva de juros no valor de R$ 21,97 bilhões. Ou seja, foram  incorporados ao total mês a mês.

A emissão líquida de títulos da Dívida Pública Mobiliária Interna deu-se pela diferença entre o total de novos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional – R$ 42,76 bilhões – em relação ao volume de novos títulos resgatados (embolsado pelos investidores), que somou R$ 22,23 bilhões, segundo a Agência Brasil.

Mercado externo

Houve aumento no estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), captada do mercado internacional. A alta foi de 3,86%, passando de R$ 172,07 bilhões para R$ 181,07 bilhões de janeiro a fevereiro.

A alta de 5,36% do dólar, em fevereiro, foi o principal motivo. E a variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta.

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Outra forme que permite é a assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro. Este deve ser tomado de uma instituição ou de um banco de fomento. O valor é destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região.

Este ano, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá ficar entre R$ 4,5 trilhões e R$ 4,75 trilhões. Segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública para 2020, apresentado em janeiro.

Fundos de investimentos

Os principais detentores da Dívida Pública são os fundos de investimento seguem. Eles têm 26,94% de participação no estoque. Os fundos de previdência seguem com 24,62% e as instituições financeiras com 24,17%.

Todavia, os investidores estrangeiros tiveram aumento de participação, atingindo 10,93% em fevereiro. Os demais grupos somam 13,34% de participação, segundo os dados apurados no mês.

Composição

Em relação à composição da DPF de acordo com os tipos de títulos, os papéis corrigidos por taxas flutuantes tiveram leve queda de participação e representam 39,34% do total da dívida. Em seguida, vieram os papéis prefixados, que tiveram aumento na participação (de 29,52%para 29,89%) devido principalmente à emissão líquida de R$ 22,5 bilhões para esse tipo de título em fevereiro.

A participação dos papéis corrigidos pela inflação caiu de 26,6% para 26,31%. Os títulos do grupo cambial, que sofrem variação com base na taxa de câmbio, tiveram sua participação aumentada de 4,27% para 4,46% do montante total da DPF, principalmente por causa da alta do dólar no mês passado.


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