Dívida bruta pode atingir 100% do Produto Interno Bruto em 2030

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução/Flickr

Projeções feitas pela Instituição Fiscal Independente (IFI), mostrou que a Dívida Bruta do Governo vai encerrar 2020 em 84,9% do PIB. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira (14), segundo informações da Agência Brasil.

Em 2019, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) encerrou-se em 75,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa foi a primeira queda anual do PIB, desde o ano de 2013. 

Uma projeção feita anteriormente da IFI, divulgada em novembro, estimava a dívida em 2020 para 79,2% do PIB. Em que, chegaria a atingir o pico do Produto Interno Bruto em 80,7% em 2024. Conforme os anos seguintes a previsão é de que a taxa iria cair.

Entretanto, agora com o cenário atual em combate ao coronavírus, a DBGG estima projeções de alta até 100,2% em 2030. 

De acordo com a IFI, a queda no endividamento do governo na próxima década vai depender da redução do déficit primário de 2030 a 2033. Segundo a DBGG, em um cenário mais pessimista poderá chegar a 138,5% em 2030.

Em relação a contração da economia brasileira, a IFI prevê cerca de 2,2% neste ano. Essa estimativa está mais otimista em relação a diferentes organismos internacionais. O Banco Mundial prevê o encolhimento de 5% do PIB em 2020, com queda de 5,3%, por exemplo.

Segundo as avaliações da IFI, pode ocorrer uma melhora na dívida pública nos próximos anos. Mas, tudo vai depender de um maior esforço fiscal e da aprovação da agenda de reforma, após o fim da pandemia.

A agenda teria o foco de assegurar os gastos públicos, além de reduzir os déficits primários. Dessa maneira, uma retomada mais rápida de crescimento econômico pode ocorrer.

Se futuramente esse cenário ocorrer a dívida bruta iria se estabilizar em 82,7% do PIB em 2023. Em uma simulação mais otimista, iria cair para 71,7% em 2030. O déficit nominal então passaria de 10,3 do PIB em 2020, segundo a Agência Brasil. Para até 2,1% em 2030.

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