Como diversificar investimentos em renda fixa? Riscos e vantagens

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Pixabay

Diante de um cenário permeado por incertezas e volatilidades, investir em renda fixa pode ser uma boa estratégia para quem quer garantir segurança e estabilidade.

O investimento nessa classe de ativos pode ser feito pela aquisição de títulos públicos ou privados. Dessa forma, é possível encontrar uma cesta enorme de produtos que se caracterizam como renda fixa.

Entre eles tem os títulos do Tesouro Nacional, CDBs, LCI, LCA, CRI, CRA, Debêntures, entre outros.

Na prática, o que acontece quando você adquire um título de renda fixa, independentemente de qual seja, é que você empresta dinheiro para uma instituição, pública ou privada, em troca de uma remuneração na forma de juros e/ou correção monetária.

Mas nesse oceano de opções, o investidor muitas vezes fica confuso sobre o que escolher. Então, conhecer as vantagens e a opinião do nosso especialista pode te ajudar nesse processo. Saber sobre os riscos também é importante.

Vantagens da Renda Fixa

Para quem deseja usar a renda fixa como reserva de emergência, a rentabilidade, via de regra, é mais atrativa do que de produtos bancários como poupança e título de capitalização.

Além disso, a renda fixa costuma apresentar poucas oscilações, quando comparado à renda variável, o que acaba dando mais segurança ao investidor.

Oferece ainda a previsibilidade nos rendimentos, em outras palavras, o investidor compra um título sabendo qual a qual taxa ele está indexado.

Vale destacar também que a grande maioria dos títulos possui a garantia do Fundo garantidor de crédito (FGC) em até R$ 250 mil.

Opinião do especialista

Para Paulo Souza, assessor de investimentos do EQI, o investidor precisa definir suas estratégias levando em conta o prazo de duração dos investimentos.

“Quanto maior o prazo, maior a rentabilidade. Então o que o investidor deve fazer é diversificar os prazos, tentar alongar o máximo possível o prazo de investimentos”.

Dessa forma é possível obter taxas e retornos mais altos, “um exemplo disso é um título hoje pré-fixado para sete anos, está pagando 10%; o mesmo título para 3 anos está pagando 5,5%”, complementou.

Souza fala ainda sobre a importância de diversificar a carteira, que deve ser composta por um mix de ativos indexados ao IPCA e CDI, além de ativos prefixados também.

Ma alerta “quanto mais prefixado mais agressivo, quanto mais pós-fixado mais conservador”.

Riscos da Renda Fixa

No entanto, apesar das inúmeras vantagens apresentadas por essa classe de ativos, não podemos deixar de mencionar que existem riscos também.

Entre os principais está o risco de crédito. Ele está relacionado à possibilidade de perdas caso o emissor do título não cumpra com suas obrigações.

Lembramos que nem todos os títulos pagam o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Veja o que é o FGC.

Além disso, tem ainda o risco de liquidez do título, ou seja, quando o investidor precisa vender no mercado secundário mas não encontra nenhum comprador interessado.