Diretora do FMI faz alerta à economia mundial antes de reunião do G20

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução / FMI

Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), aproveitou a proximidade da próxima reunião do G20 para fazer um alerta: Os países precisarão derrubar barreiras comerciais para a economia se recuperar dos baques da pandemia de Covid-19.

Na visão da executiva do fundo, o caminho da recuperação econômica ao redor do globo será árduo, e uma das maneiras de facilitar essa retomada é justamente eliminar barreiras tarifárias relacionadas à tecnologia médica.

“Embora uma solução médica para a crise esteja à vista, o caminho para a recuperação econômica continua sendo difícil e sujeito a retrocessos”, analisou Georgieva. “O aumento nas infecções é um poderoso lembrete de que uma recuperação sustentável não pode ser alcançada a menos que derrotemos a pandemia em todos os lugares”, complementou.

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Para derrotar a pandemia em todos os lugares, especialmente nos mais pobres, um aumento da colaboração entre os países será fundamental. “Isso também implica eliminar as recentes restrições comerciais para equipamento médico, incluindo aquelas relacionadas com as vacinas”, frisou a diretora.

Reunião do G20 será a última do ano, segundo FMI

A expectativa do FMI para o PIB global, que será debatida durante a próxima e última reunião do G20 no ano, é de contração na casa de 4,4%, seguida de uma recuperação de 5,21% para 2021.

Às vésperas do encontro virtual, que será organizado pela Arábia Saudita, Georgieva destacou os bons números de Japão e Estados Unidos no terceiro trimestre. Em um outro comunicado, a diretora citou os conflitos comerciais entre China e EUA, colocou em dúvida a presença de Donald Trump no encontro e voltou a pedir que os países trabalhem juntos para conter a pandemia.

“A combinação de políticas nacionais bem coordenadas com medidas globais vai ajudar a garantir que haja uma recuperação forte e sustentável”, afirmou, aproveitando também para lançar um apelo ao Reino Unido e à União Europeia para que concluam um acordo comercial sobre suas suas trocas após o Brexit.

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