Diretor da OMC diz que EUA entende “senso de urgência” sobre reformas

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Wikipedia

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo, declarou que apesar de não encontrar Donald Trump em sua atual visita a Washington, acredita que autoridades norte-americanas estão cientes da necessidade urgente de reforma do órgão comercial global.

“Há um senso de urgência aqui também”, disse Azevêdo em conferência organizada pela Associação Internacional de Comércio de Washington (Wita). O diretor da OMC ressaltou ainda a necessidade de mudanças profundas na OMC, no intuito de refletir o desenvolvimento econômico global, incluindo a ascensão da China e o surgimento da economia digital.

Azevêdo afirmou que Trump deseja ver mudanças na OMC e por isso foi convidado a comparecer em Washington para discutir o quão profunda seria essa reforma.

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No entanto, apesar da urgência na reforma da OMC, isso não irá acontecer na atual visita de Azevêdo.

“Eu vim aqui para este evento. Isso não significa que não posso voltar. Preciso que alguém me diga: ‘Este é o momento'”, disse o diretor, ratificando que as autoridades norte-americanas estão interessadas, mas que é necessário “transformar essas ideias em ação concreta”.

No mês passado, União Europeia, China e outros 15 membros da OMC concordaram em criar um mecanismo temporário para solucionar disputas comerciais após uma ação dos EUA tornar a OMC incapaz de atuar como árbitro do comércio global.

Azevêdo disse que os membros da OMC trabalham em uma série de questões, entre elas aquelas relacionadas a subsídios à pesca e comércio eletrônico. Sendo que alguns desses acordos podem estar prontos a tempo para uma conferência ministerial no Cazaquistão.