Veja dicas para economizar, poupar e investir ditas na Money Week

Naiana Oscar
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Investir reprodução

Uma crise como a que estamos vivendo agora obriga as pessoas a gastar menos, economizar, refletir sobre consumismo e entender a importância de se ter uma reserva de emergência. Para quem pode, é hora também de pensar em investimentos.  

Durante a Money Week foram dadas dicas preciosas sobre educação financeira – tema que os brasileiros, em geral, não dominam. 

  • Segunda edição: veja os principais debates da Money Week! 

Reunimos aqui algumas das principais estratégias mencionadas pelos dez especialistas em finanças que compartilharam seu conhecimento durante o evento. 

Antes de mais nada, eles dizem, é preciso abrir a cabeça, e se permitir falar sobre dinheiro e organização financeira. Isso não pode ser um tabu. A desorganização financeira tem reflexo nos relacionamentos familiares e até na saúde física e emocional, lembra Lucas Silva, professor especializado em certificações financeiras.

O próximo passo é subir uma escadinha, degrau por degrau. “As pessoas querem pular etapas, de endividado para rico, sem passar pela educação financeira”, diz Juliano Custódio, CEO da EQI Investimentos

Dica 1: Economizar e domar o consumismo 

Para Vera Rita de Mello Ferreira, professora e coordenadora da Vértice Psi, defende que é preciso renunciar a prazeres imediatos para se ter mais conforto no futuro. “Temos uma ânsia de buscar alguma coisa que nos dê satisfação. Estamos sempre atrás de um alívio”, diz. E isso muito facilmente se converte em consumismo.

Portanto, o primeiro passo é se organizar para gastar menos do que se ganha, para ter um saldo remanescente, diz Ana Laura Magalhães, fundadora e estrategista de Conteúdo da XP Inc.  

Ter uma planilha de orçamento mensal ajuda a visualizar os gastos e definir o que é dispensável e pode ser cortado. 

Dica 2: Fazer uma reserva de emergência 

Planejamento é fundamental para conseguir juntar uma reserva de emergência. A ideia não é que o dinheiro renda o máximo possível. Mas que se tenha segurança e liquidez, justamente para ser resgatado em uma emergência. Renda fixa e Tesouro Direto são algumas opções. 

“Percebo a frustração das pessoas com o rendimento da reserva de emergência. Mas você deve encará-la como um seguro da sua dignidade pessoal. É o que vai impedir que você tenha que fazer coisas degradantes por dinheiro. Se perder o emprego e não tiver um fôlego financeiro, você vai ter que fazer o que aparecer, só por dinheiro”, diz André Massaro, educador financeiro e autor de livros sobre o tema.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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O tamanho da reserva de emergência varia conforme o perfil do investidor. Profissionais autônomos precisam de um “colchão” maior de segurança, por exemplo. 

Murilo Duarte, sócio-proprietário da Favelado Investidor, sugere a seguinte conta: “Quem é CLT deve calcular o gasto mensal e multiplicar por seis. Empreendedores e trabalhadores informais devem  multiplicar por 12, já que não têm FGTS nem seguro-desemprego”.

Dica 3: Se preparar para investir

Rentabilidade não é o objetivo da reserva de emergência. É preciso garantir liquidez e segurança. Com o que sobrar, depois que essa reserva estiver garantida, aí sim, o investidor vai em busca de rentabilidade. 

Com a taxa básica de juros em 2,25%, investimentos em renda fixa estão cada vez menos atrativos e a renda variável tem se tornado inevitável para quem busca uma rentabilidade maior. 

Felipe Paiva, gerente de relacionamento da B3 lembra, no entanto, que não é preciso “entrar na Bolsa com tudo. “Vai aos poucos, conhecendo o mercado. Não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona”.

ações

Investir requer planejamento

Dica 4: Buscar um assessor de investimento 

Disputar essa maratona exige uma preparação, sustentada por conhecimento e informação. 

“Não dá para ser leviano e jogar em qualquer fundo, achando que vai dar retorno. É preciso investir em conhecimento e informação antes de investir dinheiro, porque o cenário está mais complexo”, diz André Massaro.

É aí que entra o assessor de investimentos. Ele é um profissional certificado pela Comissão de Valores Mobiliários, com capacitação para orientar os investidores, de acordo com o perfil de cada um.