Dia dos Namorados pode ter queda de 43% nas vendas, segundo CNC

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Facebook / Boticário

A Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê uma retração nas vendas para o Dia dos Namorados em 43,1%, por conta da pandemia do novo coronavírus, que tem paralisado a economia mundo afora. As perdas podem chegar a mais de R$ 700 milhões.

A previsão é que a data, uma das mais robustas do comércio, movimente R$ 937,8 milhões este ano, contra R$ 1,65 bilhão em 2019. Se for confirmada a sombria previsão, o faturamento do comércio com o Dia dos Namorados em 2020 será o menor dos últimos 11 anos.

Algumas cidades, entretanto, estão flexibilizando as restrições à abertura de comércios de rua e shopping centers, o que pode mudar o resultado da data. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte estão entre os grandes centros que resolveram arriscar.

O Dia dos Namorados acontece no dia 12 de junho, que cai este ano numa emenda de feriado, de Corpus Christi, e é a sétima data comemorativa mais importante do calendário do varejo brasileiro.

Dia das Mães x Dia dos Namorados

Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo, diz que o fato de o Dia dos Namorados ocorrer no início do processo de flexibilização da quarentena, em diversos estados e municípios, deve fazer com que a data apresente uma queda menor do que a registrada no último Dia das Mães, que foi de 59,2%.

“A menor adesão ao distanciamento no início de junho deve arrefecer um pouco as perdas do comércio. Segundo dados da consultoria Inloco, o índice de isolamento social no Brasil, na semana que antecede o Dia dos Namorados, encontra-se no menor patamar desde o início da quarentena”, ressalta Bentes.

Por seguimento

De acordo com o estudo, os maiores recuos nas vendas estarão nos segmentos do varejo considerados não-essenciais, como vestuário, calçados e acessórios.

A retração pode chegar a 71%.

Os estabelecimentos especializados em itens de informática e comunicação podem cair 58,3% e os que estão no ramo de utilidades domésticas e eletroeletrônicos, queda de 55,8%.

Em compensação, como alternativa, o comércio online pode ser impulsionado em até 18% na data.