DFC: entenda o que é e como analisar a Demonstração de Fluxo de Caixa

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

Se você quer analisar a saúde financeira de uma empresa e sua capacidade de crescer no futuro precisa dominar uma peça contábil chamada Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC).

Por lei, todas as empresas de capital aberto são obrigadas a fazer essa divulgação, assim como todas as companhias com patrimônio líquido superior a R$ 2 milhões.

A Demonstraão de Fluxo de Caixa mostra o que entrou e o que saiu do caixa da empresa em um determinado período. Ou seja, indica de forma mais precisa onde os recursos foram aplicados e quais as suas origens.

Importante: não confunda Demonstração de Fluxo de Caixa com Demonstração do Resultado do Exercício. A chamada DRE costuma ser mais divulgada, embora seja mais incompleta que a DFC.

Na DRE, por exemplo, vendas a prazo são lançadas como receita. O objetivo dela é mostrar se a empresa teve lucro ou prejuízo em determinado período. Já a DFC indica quanto, de fato, ela tem em caixa.

Certo, mas onde encontrar a DFC? No site da CVM, no site da B3 ou na própria página de relações com investidores das companhias.

DFC: as 3 atividades do Fluxo de Caixa

A Demonstração de Fluxo de Caixa usa como base as informações do Balanço Patrimonial e do Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE).

Na DFC, o fluxo é dividido em três atividades principais:

  • Operacionais: gastos e receitas relacionados com produção e entrega de bens e serviços da empresa;
  • Investimentos: relacionados com ativos não circulantes da empresa. Por exemplo: compra e venda de imóveis ou de participações em outras empresas;
  • Financiamentos: é o segmento em que são incluídos empréstimos e financiamentos de credores e investidores à empresa no curto prazo. As entradas podem ser relacionadas com vendas de ações, emissões de debêntures ou empréstimos feitos no mercado. As saídas, por sua vez, são ligadas aos pagamentos de eventuais empréstimos e aos valores de dividendos acertados com os acionistas.

Formas de apresentação do DFC

Há duas formas de se apresentar a Demonstração do Fluxo de Caixa: direta e indireta.

Conhecida também como abordagem das contas T (T count approuach, em inglês), a abordagem direta deve apresentar obrigatoriamente alguns tipos de pagamentos e recebimentos ligados às operações.

Os principais são os seguintes: recebimentos de clientes; juros e dividendos recebidos; juros pagos; pagamentos de empregados e fornecedores; imposto de renda pago.

A forma conhecida como indireta é a que foca na demonstração de recursos provenientes das atividades operacionais a partir do lucro líquido da empresa.

Segundo o Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, a forma indireta, ou método indireto da DFC se baseia principalmente nos lucros ou prejuízos do Exercício (DRE).

A forma indireta permite, por meio das variações das contas do Balanço, evidenciar as alterações no giro da empresa no período e, portanto, aumentar ou diminuir seu caixa sem precisar apresentar diretamente as entradas e saídas de recursos.