Maioria dos acionistas rejeita fusão Tecnisa-Gafisa; veja mais destaques

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O grupo controlador da Tecnisa (TCSA3) venceu ontem a primeira rodada formal na disputa com a Gafisa (GFSA3) pelo apoio dos acionistas minoritários.

Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na qual compareceram 45% dos acionistas da Tecnisa, 98% dos presentes rejeitaram a continuidade dos estudos para potencial integração de negócios entre as duas incorporadoras, proposta pela Gafisa, de acordo com o Valor.

Entenda aqui o que está em jogo na oferta da Gafisa.

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Salic vai injetar R$ 400 milhões na Minerva

O fundo soberano da Arábia Saudita, Salic, vai converter opções de compra de ações da Minerva (BEEF3) de forma antecipada no valor de R$ 400 milhões, que serão injetados na companhia.

A informação foi antecipada pelo site “Brazil Journal” e confirmada por fontes do Valor. A Minerva não se manifestou até o momento.

Justiça de NY rejeita proposta de financiamento da Latam

A Justiça de Nova York rejeitou a proposta de financiamento de US$ 2,4 bilhões no modelo devedor em posse (DIP) feito pela Latam. Os credores seriam a gestora de investimentos americana Oaktree e os acionistas controladores Qatar Airways e as famílias Cueto e Amaro.

O pedido fazia parte da recuperação judicial da empresa nos EUA. O total da dívida do grupo é de cerca de US$ 18 bilhões.

Eldorado segue com operações, a despeito da disputa entre sócios

O futuro da Eldorado está perto de ser decidido por um tribunal arbitral, cujo veredicto sobre as disputas entre os sócios J&F Investimentos e Paper Excellence deve sair em outubro.

Apesar disto, a produtora de celulose vem operando com certa normalidade, aponta o Valor. Prova disto é a recente vitória no leilão de terminais de celulose no Porto de Santos (SP). Ela contribuirá para o escoamento da produção atual da fábrica de Três Lagoas (MS) e será ainda mais relevante quando o projeto de expansão da unidade, um investimento de mais de R$ 10 bilhões, sair do papel.

Mineradora subordina bônus a metas ambientais

A mineradora anglo-australiana BHP tem como nova meta chegar a 2030 com emissões de gases causadores do efeito estufa pelo menos 30% mais baixas do que as atuais, afirma o Valor. Para tanto, planeja vincular parte dos pagamentos de bônus para o CEO Mike Henry e os principais executivos a esta condição.

Usiminas põe sede à venda

O sucesso da experiência do home office durante a pandemia acelerou as pretensões da Usiminas (USIM5) de colocar sua sede, em Belo Horizonte, à venda, informa o Estadão.

A ideia é levar a parte administrativa da siderúrgica para salas comerciais. Antes da pandemia, trabalhavam presencialmente no prédio de seis andares entre 300 e 400 pessoas. No fim dos anos 2000, eram mil.

ANA dá início a regulação de saneamento

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) planeja lançar 12 normas de referência para os setores de água, esgoto e resíduos sólidos até o fim de 2021. Entre os temas prioritários estão regras de reequilíbrio dos contratos, diretrizes para tarifas de lixo, entre outros.

Juro pago pelo Tesouro sobe com incerteza fiscal

Os juros de curto prazo estão nos menores níveis da história, mas as taxas dos contratos futuros com vencimentos mais longos não param de subir, informa o Valor.

Ontem, no maior leilão de títulos públicos do ano, o Tesouro foi obrigado a pagar juros maiores nos papéis prefixados (LTNs) que vencem em janeiro de 2024 – 5,4288% ao ano.

A taxa do DI, o juro cobrado nas operações entre bancos, fechou em 5,17% nos contratos de prazo idêntico ao das LTNs. A diferença superou as estimativas do mercado e refletiu as incertezas quanto à situação fiscal do país.

A taxa do DI para janeiro de 2025 subiu de 5,80% para 5,96%, enquanto a taxa do DI para janeiro de 2027 passou de 6,75% para 6,94%. O leilão do Tesouro foi o maior da história em termos de risco, no caso de títulos prefixados.

Recuperação judicial pode ficar condicionada à certidão fiscal

Foi proferida ontem (10), pelo ministro Luiz Fux, que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), uma decisão em caráter liminar que condiciona a aceitação de processos de recuperação judicial pela Justiça ao fato de as empresas estarem em dia com as suas obrigações fiscais.

A decisão causou preocupação entre advogados especializados em recuperações judiciais, aponta o Valor.

Fux assume STF

O novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, tomou posse ontem (10), com discurso que sinaliza postura mais independente em relação aos outros Poderes, que contrasta com a do antecessor, Dias Toffoli, que manteve uma relação próxima aos chefes do Executivo e do Legislativo.

Atualização Covid-19

De acordo com os dados mais atuais do consórcio dos veículos de imprensa, foram confirmados ontem mais 40.431 casos de coronavírus, chegando ao total de 4.239.763. As vítimas fatais nas últimas 24 horas registradas foram 922, em um total de 129.575 casos.