BC pode ter de subir a Selic para enfrentar a alta inflacionária; veja mais notícias

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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A fragilidade da atividade econômica no País, demonstrada pela queda de 6,1% nas vendas do varejo em dezembro, impõe um dilema para o Banco Central (BC), que acaba de ter sua independência aprovada pelo Congresso, conforme informou o Valor.

Isso porque o BC pode ter de subir a Selic para enfrentar a alta inflacionária, apesar do ambiente recessivo neste primeiro trimestre. As apostas nesta direção crescem na mesma medida em que aumentam as pressões em Brasília por novas rodadas de auxílio emergencial.

No entanto, estímulos fiscais, como aumento de gastos com o auxílio, podem aumentar a inflação futura. A maior parte do mercado aposta que o BC será forçado a adotar uma política monetária mais rígida e subir juros em março. Conforme levantamento da Sicredi Asset, 66% veem chances de aumento de 0,5 ponto percentual na Selic e 34%, de 0,25 ponto.

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Mercado espera inflação mais alta

A pressão recente sobre a inflação e a perspectiva de que mais estímulos fiscais virão adiante fizeram com que o mercado passasse a apostar em uma inflação mais alta à frente. Do início do ano até agora, as taxas de inflação implícita, medidas pelas NTN-Bs, têm acelerado o ritmo de alta e operado acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central.

O avanço da inflação pode ter continuidade nos próximos meses, a depender ainda do cenário internacional, já que o cenário de reflação têm elevado as expectativas de inflação de longo prazo em mercados desenvolvidos e também nos emergentes.

Sindicato da Habitação de SP revisa projeção vendas em 2021

Os lançamentos e as vendas de imóveis residenciais crescerão de 5% a 10%, na cidade de São Paulo em 2020, de acordo com Secovi-SP, o Sindicato da Habitação.

Em janeiro, o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, disse ao Valor que esperava que os lançamentos crescessem, em 2021, mas que as vendas ficassem estáveis. Ontem, ele apontou revisão, considerando o volume de lançamentos registrado em dezembro.

Governo reedita MP para flexibilizar crédito

O governo editou ontem (10) uma Medida Provisória (MP) que libera a exigência de uma série de documentos e certidões nas operações de empréstimos até 30 de junho de 2021. É uma reedição da MP 958 de abril do ano passado, conforme reportagem do Valor.

A medida possui um alcance mais amplo porque libera também os bancos privados de exigirem documentos como certidões relativas a obrigações eleitorais, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Previdência Social e CLT.

Governo procura meios de pagar auxílio com responsabilidade fiscal

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem (10) que há o compromisso do governo em encontrar solução para retomar o pagamento do auxílio emergencial com responsabilidade fiscal. Guedes destacou que é preciso que não se empurre irresponsavelmente esses gastos para gerações futuras. A notícia é do Valor.

Atualização Covid-19 

O Brasil teve 1.330 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 234.850. Os novos casos positivados foram 59.602, de um total de 9.659.167 milhões.

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