Tesouro concentra oferta de LTNs no curto prazo; veja mais destaques

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

Com volatilidade elevada na curva de juros, o Tesouro Nacional optou por reforçar a concentração de títulos públicos no curto prazo ao vender na quinta-feira (8) 25 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) que vencem em abril de 2021 e diminuir as quantidades ofertadas de papéis com prazos mais longos.

Na sequência, os juros futuros caíram. O contrato de DI para janeiro de 2023 passou de 4,77% para 4,65% no fim da sessão regular. Mas a perspectiva ainda é desafiadora.

“É como se o Tesouro estivesse fazendo um piquenique à beira de um vulcão”, disse uma fonte ao Valor.

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Hoje o Twitter é pauta na Money Week.

Real vive descolamento cambial recorde, afirma pesquisador

Com o risco fiscal, a moeda brasileira entrou em uma trajetória de desalinhamento em relação aos fundamentos econômicos de longo prazo do país que já é maior do que a que ocorreu nas eleições de 2002, quando o mercado temia o que seria a política econômica do governo Lula.

O desalinhamento é recorde desde a adoção do atual regime de câmbio livre, em 1999. As conclusões são do pesquisador Livio Ribeiro, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

“É um momento comparável a 2002 e 2003, que foi o último evento de grande depreciação da moeda, ligado à percepção de risco eleitoral na eleição do presidente Lula”, disse.

Reforma tributária fica para 2021

A reforma tributária não deve ser votada este ano. O Presidente da Comissão Mista, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), afirmou ao Valor que pedirá a extensão dos trabalhos do colegiado até 10 de dezembro.

No entanto, não haverá tempo suficiente para votação na Câmara e no Senado ainda este ano.

Privatização de Santos Dumont e Congonhas no radar

O Ministério da Infraestrutura lançou ontem (8) edital de chamamento público para estudos de viabilidade para a concessão de 17 aeroportos, entre os quais estão Congonhas e Santos Dumont.

Com isso, deu o pontapé inicial no processo para conceder os dois aeroportos administrados pela Infraero.

Centrão quer desmembrar Economia

De olho em cargos e no esvaziamento da pasta da Economia, o Centrão pressiona o governo para recriar os ministérios da Previdência, Trabalho e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Segundo o Valor, o governo quer “acomodar” interesses às vésperas da disputa pela Presidência da Câmara.

Governo trabalha em PL para privatização dos Correios

Segundo o Estadão, o governo trabalha em um projeto de lei a ser enviado ainda este ano para o Congresso para a privatização dos Correios. A secretária do Programa de Parcerias e Investimento (PPI) do Ministério da Economia, Martha Seillier, afirmou que será mantido o atendimento dos serviços postais para 95% da população, da mesma forma que é hoje.

A divisão do serviço por regiões, como o que foi feito com a telefonia, não está descartado, assim como uma oferta pública inicial de ações (IPO).

PIX exige atualização tecnológica do BC

As grandes instituições financeiras e de pagamentos vão se conectar ao Banco Central para viabilizar as operações, sem intermediários. Com isso, o BC terá que manter seus sistemas tecnológicos atualizados, para ser capaz de receber e enviar informações entre os participantes do Pix, de forma que o dinheiro transite entre as contas em até 10 segundos.

Atualização Covid-19

O Brasil computou mais 730 mortes e 27.182 infectados por Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o consórcio dos veículos de imprensa.