Desmistificando as Criptomoedas e a Blockchain

Felipe Santos Diogo
Economista - Especialista em investimentos (CEA®)
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Crédito: Reprodução / Canva - Maiores Criptomoedas - Tempo estimado de leitura: 2"10'

Desmistificando as Criptomoedas e a Blockchain: o que esperar em 2020

Primeiramente, para entender as criptomoedas é necessário desvincular o “dinheiro virtual” do “dinheiro real”. Ainda que possamos utilizar reais ou dólares para comprar bitcoins, por exemplo.
Isto porque ao adquirir criptomoedas não existem garantias de transformá-las em “dinheiro real” novamente. Para que isto ocorra será necessário o interesse de outra pessoa em adquirir seus bitcoins. Seja por troca em dinheiro, serviços ou produtos.
Contudo, este é o principal diferencial das criptomoedas, a descentralização do dinheiro. Sua retirada do controle exclusivo dos governos e bancos centrais. Uma vez que as carteiras de criptomoedas são pessoais. Apenas o detentor da carteira pode transaciona-las e as transferências são irreversíveis.
Portanto, a grosso modo, podemos dizer que as criptomoedas substituem o dinheiro convencional. Já nos dias atuais existem diversas lojas, prestadores de serviços e investidores que nos possibilitam escolher, dentre as formas de pagamento, os bitcoins ou outras criptomoedas.
  • Blockchain e a revolução da segurança digital

Assim como as criptomoedas, a Blockchain é um sistema descentralizado de armazenamento de dados.
Em resumo, enquanto no mercado financeiro convencional, os bancos junto aos órgãos do governo precisam validar as transações. Ficando assim responsáveis pela legitimidade das mesmas. No sistema Blockchain, todos os usuários validam as transações de forma sistemática.
Por exemplo, uma transferência de Bitcoin é realizada entre duas pessoas. Neste momento, todos os computadores ligados a rede Blockchain, identificam e processam esta transação. Portanto para que ocorra uma fraude ou roubo, será necessário alterar os dados de todos os computadores, simultaneamente. Ao invés de atacar uma única base de dados. Um banco específico, por exemplo.
  • Veja porque a Blockchain é o meio mais seguro de registrar transações

Com certeza a tecnologia Blockchain é a forma mais segura de transações de dados existente no mundo atual. Sua cadeia de processamento, somados à criptografia, tornam este sistema inviolável.
Contudo, com a invenção da computação quântica este cenário pode mudar. Computadores ultravelozes podem conseguir quebrar os códigos da criptografia, por meio de tentativa e erro, em velocidade acima da nossa capacidade de imaginação. Porém, não se sabe quando, e se, estes computadores estarão disponíveis para os usuários. Ainda assim, até a chegada dessa nova tecnologia, outros meios de segurança podem surgir para substituir a Blockchain.

  • Estamos apenas no começo, as criptomoedas devem crescer ainda mais em 2020

Segundo divulgado pelo Valor Investe, em 2019 o termo “criptomoedas” ficou em sétimo lugar, entre os termos mais pesquisados no Google, sobre investimentos. Além do número de investidores, em 2019 também nasceram no Brasil, fundos de investimento em Bitcoin e estabelecimentos cuja forma de pagamento são criptomoedas.
Apesar da circulação de muitas notícias sobre fraudes, roubos e outros crimes, envolvendo criptomoedas. É inegável a atenção que os governos estão dando ao mercado da moeda digital. As maiores criptomoedas, Bitcoin, Ether e Ripple valem mais de 10 bilhões de dólares, segundo dados divulgados pela Infomoney. E isso é apenas o começo, dizem os analistas.