Desemprego no Brasil cai a 11,8% com aumento do trabalho informal

Carlos Henrique de S. e Silva
Carlos Henrique é especialista de investimentos certificado pelo CEA® e PQO®. Em sua trajetória esteve em grande instituições como o Banco Volkswagen, XP Investimentos e Banco Itaú. Hoje atuo como redator de conteúdo na EuQueroInvestir! e como assessor de investimentos.
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Crédito: Foto por Marcello Casal Jr | Agência Brasil

O desemprego cai de 12,5% para 11,8% no trimestre encerrado em julho, segundo o IBGE. Essa é a quarta queda consecutiva, atingindo o menor patamar desde dezembro de 2018 puxado principalmente pelo trabalho informal

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE, pela quarta vez consecutiva desde dezembro de 2018, o número de desempregados caiu de 12,5% para 11,8%. Ainda que 12,6 milhões de pessoas estejam em busca de emprego no Brasil.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com ocupação subiu para 1,2 milhão puxado principalmente pelo aumento do trabalho informal.

No entanto, o total de trabalhadores do setor privado sem carteira assinada atingiu cerca de 11,7 milhões, o maior número desde 2012.

O empreendedorismo e o trabalho informal crescem

O número de trabalhadores por conta própria e informais foram os responsáveis por puxar o número de ocupados para cima.

N0 período de Maio a Julho de 2019, os trabalhadores informais – aqueles que trabalham para iniciativa privada sem carteira assinada – tiveram acréscimo de 319 mil pessoas. Assim, atingindo os 11,7% milhões de pessoas.

Do mesmo modo, os trabalhadores por conta própria – microempreendedores e comerciantes – tiveram acréscimo de 1,2 milhão de pessoas. Em suma, o número de trabalhadores por conta própria está em 24,2 milhões de pessoas.

Os trabalhadores de carteira assinada: a burocracia pesando

De acordo com a pesquisa do PNAD, o número de empregados com a carteira assinada ficou estagnada, ou seja, não houve aumento ou redução no período de maio até julho de 2019. O total de empregados no setor privado com carteira assinada ficou em 33,1 milhões de pessoas.

“Desde o início da crise econômica a inserção por conta própria vem sendo ampliada em função da falta de oportunidade no mercado formal”, segundo explica o gerente Cimar Azeredo da PNAD Contínua ao El País.

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Os números de um país ainda ensaiando o crescimento

Mesmo o número de desempregados diminuindo no estudo do trimestre estatisticamente a taxa ficou estável em comparação à 2018.

Dessa forma, o número de desocupados em 2018, no mesmo período, totalizava 11,6% marginalmente igual aos 11,8% desempregados de 2019.

De todo modo, o número de pessoas ocupadas (pessoas com trabalho no período da análise) é o maior da série e em alta na comparação trimestral e anual. Em comparação a 2018 há alta de 2,4% e, ao trimestre anterior, elevação de 1,3% totalizando 93,6 milhões de pessoas.

Segundo o IBGE, a renda média do trabalhador teve queda de 1,0% frente o trimestre anterior chegando a R$ 2,286,00.

Ainda, os desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) somam 4,8 milhões mantendo estabilidade.

A taxa de desemprego acompanha os dados do PIB brasileiro em alta de 0,4% no trimestre sustentando os dados.

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