Democratas preparam novo plano de estímulo de US$ 2,4 tri

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: J. Scott Applewhite / AP Photo

Os Democratas da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos estão preparando um novo pacote de estímulo à economia. Mas este é menor do que o que não conseguiu acordo no Senado. Deve custar cerca de US$ 2,4 trilhões. Os Democratas diminuíram em US$ 1 trilhão a proposta anterior.

O projeto incluiria reforço no seguro-desemprego, pagamentos diretos aos americanos, financiamento de empréstimos para pequenas empresas do Programa de Proteção ao Salário e ajuda às companhias aéreas, entre outras medidas, informa a CNBC.

O partido pretende reiniciar as negociações de estímulo com a Casa Branca.

Vale lembrar que o pacote de estímulo anterior não encontrou acordo entre Democratas e Republicanos e o governo de Donald Trump.

Democratas redigem nova lei

O governo federal havia feito uma proposta de cerca de US$ 1,3 trilhão.

A presidente da Câmara, a Democrata Nancy Pelosi, pressionou repetidamente o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, e o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, para aumentar a oferta em mais US$ 1 trilhão.

Uma nova lei, então, foi redigida. A Câmara pode votar o projeto na próxima semana, mas os Democratas ainda não estão seguros de que vai passar.

Sem acordo

Democratas e Republicanos não conseguiram chegar a um acordo sobre o estímulo para combater os danos econômicos e de saúde da pandemia.

As esperanças diminuíram nas últimas semanas.

Os Republicanos começaram a se preocupar com os gastos e a política do ano eleitoral se infiltrou no processo.

Os Democratas da Câmara aprovaram seu pacote de ajuda de mais de US$ 3 trilhões em maio.

No início deste mês, os Democratas do Senado bloquearam um plano Republicano.

Mas era bem menor, de cerca de US$ 500 bilhões. Todos acharam completamente insuficiente.

O Partido Republicano reduzido o valor depois que uma medida de cerca de US$ 1 trilhão feita em julho não conseguiu avançar.

Recuperação lenta

As discussões se acirram à medida que crescem as preocupações sobre o potencial de recuperação econômica dos EUA.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, alertou que a economia pode sofrer um golpe sem mais estímulos fiscais.

Embora os EUA tenham desfrutado de vários meses de forte crescimento de emprego, a taxa de desemprego nacional ainda ficou em 8,4% quando medida pela última vez em agosto.

Nesta quinta-feira (24), o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram ligeiramente.

A eleição de 3 de novembro, é claro, levou em consideração os cálculos dos legisladores sobre a aprovação de mais ajuda e como estruturá-la.

Os “vulneráveis”, segundo a CNBC, Republicanos do Senado e os Democratas da Câmara têm pressionado por ações concretas que possam mostrar aos eleitores durante a campanha.

Pelosi disse repetidamente que aprovaria apenas um plano abrangente de ajuda à pandemia.

Entretanto, alguns correligionários pressionaram para aprovar uma legislação mais específica.