Demanda por voos no País recua 93,09% em abril; ações da Gol (GOLL4) e CVC (CVCB3) caem

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Wikimedia

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) divulgou comunicado informando que a demanda por voos domésticos caiu 93,09% em abril em relação a 2019.

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Segundo a associação, a oferta de assentos nos aviões recuou 91,35% no mesmo período, e os dois índices são os piores da série histórica da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac).

O desempenho na taxa de ocupação dos aviões em abril foi o pior desde junho de 2010, ficando em 65,45%, com diminuição de 16,42 pontos percentuais na comparação anual.

O volume de passageiros transportados teve resultados ainda piores, registrando retração de 94,55% em voos nacionais – 399.558 pessoas, o pior dos últimos 20 anos.

Internacional

O mercado internacional também caiu muito, segundo a Abear, e registrou 98,13% de queda em março em relação ao mesmo mês de 2019.

O aproveitamento dos aviões teve redução de 40,53%, atingindo 44,25 pontos percentuais.

No geral, de acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira, foram transportados 9.210 passageiros, queda de 98,70%.

Esses números configuram os piores desempenhos mensais para esses indicadores desde 2000.

Cargas

Em relação ao setor de cargas, a demanda recuou 66,86% em abril, em relação ao mesmo mês do ano passado.

Quando o índice levado em conta é o mercado internacional, a retração foi de 58,80%.

Ações em queda

As ações da Gol (GOLL4) e da CVC Operadora de Viagens (CVCB3) fecharam o dia em queda.

A Gol registrou índice negativo de 1,42% nesta quinta-feira, enquanto a CVC ficou com -2,27%.

Já a Azul (AZUL4) terminou a quinta-feira em alta de 0,65%.

Acordo fechado

As três principais companhias aéreas do Brasil, Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e Latam fecharam acordo para receber socorro de um sindicato de bancos.

Segundo o BNDES, que é quem organiza as instituições, o pacote de incentivo aos estragos causados pelo coronavírus ficará entre R$ 4 bilhões e R$ 7 bilhões.

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Em contato com o Estadão Conteúdo, Gustavo Montezano, presidente do BNDES, explicou como funcionará o auxílio.

Segundo o executivo, o pacote entra agora na “execução de mandatos”, que é o trabalho de preparar operações financeiras e buscar investidores em nome de uma empresa contratante.

O apoio às empresas será feito por meio de ofertas públicas de títulos de dívida e contempla a participação mínima de 30% de investidores privados, com BNDES (60%) e bancos privados (10%) garantindo a demanda da maioria de cada oferta.

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