Demanda por bens industriais cresceu 2,3% em novembro, diz Ipea

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta terça (12), alta de 2,3% no Indicador de Consumo Aparente de Bens Industriais em novembro. Segundo o órgão, o indicador, que mede a demanda por bens industriais – definida como a produção industrial interna não exportada (bens nacionais), acrescida das importações, subiu em relação a outubro, mas manteve-se igual na comparação com novembro de 2019.

O relatório do Ipea, divulgado no site do órgão, apontou ainda que, entre os componentes do consumo aparente, na comparação dessazonalizada, enquanto a produção interna destinada ao mercado nacional (bens nacionais) caiu 0,5% em novembro, as importações de bens industriais aumentaram 20,2%.

Ipea

De acordo com os resultados mostrados na tabela acima, no ano, a queda acumulada é de 7,1% e, em 12 meses, o recuo é de 6,9%.

Desempenho generalizado, diz Ipea

Segundo o Ipea, em relação às consideradas grandes categorias econômicas, o desempenho do indicador diante de outubro pode ser considerado “generalizado”.

A demanda por bens de capital, por exemplo, apresentou alta de 8,9% (tabela abaixo), enquanto os bens semiduráveis e não duráveis cresceram 2,6%.

A demanda por bens intermediários avançou 2,2% na comparação com outubro, enquanto na classe de produção a demanda interna por bens da indústria de transformação também avançou, com alta de 3,8% sobre o mês anterior.

Segundo o Ipea, na comparação interanual, quinze segmentos registraram crescimento em novembro ante o mesmo período de 2019.

“Entre os relevantes, os segmentos químicos e aparelhos elétricos foram os destaques positivos, ambos com altas de 17,1%, respectivamente. Por fim, em relação ao resultado acumulado em doze meses, quatro segmentos apresentaram variação positiva, entre eles o de farmoquímicos, com alta de 2,1%”.

Projeções

Vale lembrar que, de acordo com as projeções feitas anteriormente pelo Ipea, o PIB (Produto Interno Bruto) agropecuário pode registrar crescimento de 2,3% em 2020 e de 1,5% para 2021.

Já a indústria, com queda de 3,5% agora, pode ter de alta de 5% no próximo ano. O PIB dos serviços, que deverá cair 4,7% em 2020, tem perspectiva de expansão de 3,8% no ano que vem.

As previsões levam em conta a expectativa de imunização em massa da população contra a covid-19.