Delator terá que devolver R$ 1,9 mi em bônus da Sete Brasil da Lava Jato

Angélica Weise
Jornalista formada pela UNISC e com Mestrado pela UFSM. Escreve sobre tecnologia, política, criptomoedas e atualidades.
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Foi condenado a devolver R$ 1,9 Mi em bônus da Sete Brasil, o ex-presidente da Sete Brasil, João Carlos de Medeiros Ferraz. A reportagem é da Isto é Brasil.

A empresa Sete Brasil foi criada para intermediar as construções de plataformas para exploração de petróleo do pré-sal. A empresa se encontra em recuperação judicial desde 2016 para reaver gratificações a diretores envolvidos em esquemas de corrupção.

A empresa também tem movido ações contra seus ex-executivos para reaver dinheiro da propina, e também de bonificações.

Na lava jato, João Carlos de Medeiros Ferraz já foi condenado em duas ações que somadas chegam a 14 anos de prisão, mas que conseguiu recorrer.

A Lava Jato acredita que a Sete Brasil teria sido criada a partir de um projeto idealizado por Ferraz, pelo ex-gerente da Petrobrás, Pedro Barusco e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Porém Ferraz nega participação ativa para arquitetar os esquemas:

“não há vício de vontade nos contratos firmados entre as partes envolvendo pagamentos de bônus e comissões”.

Já a juíza Maria Christina Berardo Rucker, da 2ª Vara Empresarial do Rio, discorda da versão de Ferraz e diz que ela é:

 “Desprovida de qualquer fundamento lógico”. “A premissa econômica é básica sempre que há crédito há um débito correspondente. Se houve pagamento de comissão pela realização ou manutenção de contratos firmados pela sociedade autora, sem a existência de qualquer intermediação, esta comissão é indevida e gerou ônus para um dos contratantes”.