Delator revela que ex-governador do Rio recebia “mesadas” de até R$ 150 mil

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução Tomaz Silva/Arquivo/Agência Brasil

Luiz Fernando Pezão, ex-governador do Rio de Janeiro, preso em novembro de 2018 na Operação Boca de Lobo, recebia mesadas de R$ 150 mil no período em que foi secretário no mandato de Sérgio Cabral.

De acordo com o Estadão Conteúdo, o delator Sérgio de Castro Oliveira, mais conhecido como Sergião, foi quem confirmou as mesadas em depoimento prestado na 7ª Vara Federal Criminal do Rio, ao juiz Marcelo Bretas.

Sergião informou que as mesadas começaram menores, no valor de R$ 50 mil, e precisavam ser entregues sempre entre os dias 15 e 20 do mês “para não haver reclamação”.

O delator afirmou que os pagamentos eram uma forma de Sérgio Cabral “parabenizar” os secretários pelo bom trabalho realizado.

Herdeiro

De acordo com as investigações da Polícia Federal, Luiz Fernando Pezão é uma espécie de “herdeiro” do esquema implantado por Sérgio Cabral no governo do Rio.

Cabral foi preso em 2016 e suas penas já somam 216 anos de detenção, enquanto Pezão teria acumulados R$ 40 milhões em propinas e “mesadas”.

Pezão, no entanto, não tem qualquer condenação em Segunda Instância e, por isso, teve sua soltura determinada em dezembro de 2019 pelo STJ.

Hoje, o ex-governador cumpre apenas medidas cautelares: não pode ocupar cargos públicos, deixar o Estado do Rio de Janeiro e é obrigado a usar tornozeleira eletrônica.

Defesa

Flávio Mirza, advogado de defesa de Pezão, contestou o conteúdo da delação de Sergião e afirmou que o testemunho foi “errôneo” e cheio de “acusações falsas”.

Luiz Fernando Pezão tem depoimento marcado para o início de fevereiro e, segundo o advogado, demonstrará à Justiça que as acusações contra ele são falsas.


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