Déficit orçamentário dos EUA triplica e bate US$ 3 tri em 11 meses

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Shutterstock

O Departamento do Tesouro dos EUA divulgou nesta sexta-feira (11) que o déficit orçamentário do país no atual ano fiscal “estourou”.

De acordo com os dados, nos 11 meses do atual ano fiscal, o déficit, que no mesmo período de 2019 estava em US$ 1 trilhão, já alcançou US$ 3 trilhões no período atual.

O total da dívida detida pelo público chegou aos US$ 20,8 trilhões até a última quarta-feira, ante US$ 17,4 trilhões registrado no início do mês de março.

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Atuação do Fed mantém juro baixo nos EUA

Apesar do aumento do déficit orçamentário, o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) tem atuado para manter o juro no país perto da mínima histórica.

Por conta disso, o cenário acabou levando os custos líquidos a uma queda de 10% entre agosto e outubro, conforme dados divulgados pelo Tesouro.

“Isso ocorre apesar de um aumento significativo no nível da dívida em circulação”, afirmou uma graduada autoridade do Tesouro em conferência por telefone com os jornalistas.

(Com Dow Jones Newswires)

Estados Unidos: déficit federal sobe para US$ 864 bi em junho

Salto recorde

Em julho, o governo americano havia divulgado que a pandemia de coronavírus, e as medidas para aquecer a economia em meio ao isolamento social e a diminuição das atividades, fizeram o déficit federal dos Estados Unidos dar um salto de 100 vezes de 2019 para 2020.

Segundo informações divulgadas pelo Departamento do Tesouro do governo de Donald Trump, o déficit orçamentário do país havia saltado de US$ 8 bilhões (em junho do ano passado) para US$ 864 bilhões ao fim do mesmo mês, um ano depois.

Os US$ 864 bilhões do déficit de junho já tinham elevado, em julho, o acumulado fiscal de 2020 para US$ 2,7 trilhões.

Os motivos do elevado déficit

As despesas apresentaram um aumento de 223% e bateram em US$ 1,1 trilhão, recorde absoluto.

Boa parte delas, aproximadamente US$ 511 bilhões, foi voltada para o programa de proteção a empregos (PPP, na sigla em inglês), criado em abril.

O programa foi desenvolvido para manter as pequenas empresas abertas, com financiamento de empréstimos que são perdoáveis se certos critérios forem atendidos.

Um funcionário do Tesouro explicou aos jornalistas que, de acordo com as regras contábeis do governo norte-americano, os recursos foram registrados como despesas em junho, ainda que o Tesouro ainda não tenha liquidado o perdão desses empréstimos e que nem todos possam ser perdoados.

As receitas do mês também foram reduzidas, caindo para US$ 241 bilhões.

Essa perda foi reflexo direto do aumento do desemprego e também na prorrogação do prazo para declarações de impostos – de abril para julho.

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