Déficit nas contas externas do Brasil registra pior resultado em 5 anos

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação/BC

O Banco Central anunciou nesta sexta-feira (24) que o déficit nas contas externas do País, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, registrou o pior resultado dos últimos cinco anos.

Segundo o relatório, o déficit alcançou US$ 15,242 bilhões no primeiro trimestre de 2020, 1,32% superior ao registrado no mesmo período de 2019.

O BC informou que o resultado ruim foi fruto da piora do saldo na balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), que foi positivo no trimestre, mas muito inferior ao registrado nos três primeiros meses do ano passado.

Março tem saldo positivo

O saldo positivo das contas externas apenas no mês de março, no entanto, foi positivo em US$ 868 milhões. Segundo o Banco Central, esse foi o primeiro superávit registrado desde junho de 2017 no País.

Em março do ano passado, conforme a Agência Brasil divulgou, houve déficit em transações correntes de US$ 2,664 bilhões.

Serviços e rendas

O boletim do Banco Central informou que, por outro lado, contas de serviços e rendas apresentaram índices melhores no trimestre.

O déficit dos serviços foi de US$ 6,852 bilhões neste ano, contra US$ 7,544 bilhões negativos no mesmo período de 2019.

As rendas tiveram rombo de US$ 12,027 bilhões em 2020, contra US$ 15,056 no período de janeiro a março do ano passado.

Investimentos estrangeiros

De acordo com o BC, os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 7,621 bilhões no mês, ante US$ 4,777 bilhões em março de 2019.

Em todo o trimestre, os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somaram US$ 19,235 bilhões neste ano, com alta de 5,18% frente ao mesmo período de 2019 (US$ 18,287 bilhões).

Esse é o maior valor registrado para o período desde 2018, quando os investimentos diretos na economia brasileira somaram US$ 21,157 bilhões.

No primeiro trimestre deste ano, houve saídas líquidas de US$ 24,135 bilhões nesses tipos de investimento, contra a entrada líquida de US$ 10,509 bilhões observados em igual período de 2019.

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