Déficit de produtos químicos atinge US$ 14 bi no semestre, diz Abiquim

Paulo Amaral
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A Abiquim divulgou que o déficit de produtos químicos entre janeiro e junho ficou em US$ 14 bilhões – recuo de 0,7% em relação a 2019.

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A Associação Brasileira da Indústria Química apresentou em seu relatório os dados sobre as importações e exportações brasileiros de produtos químicos no primeiro semestre de 2020.

Nos últimos 12 meses, de julho do ano passado a junho de 2020, 0 indicador totalizou US$ 31,6 bilhões, montante somente inferior aos US$ 32 bilhões de 2013.

De acordo com a Abiquim, as importações totalizaram US$ 19,6 bilhões no período, apresentando baixa de 4,1% em relação ao mesmo semestre de 2019.

O órgão ressaltou, no entanto, que apesar da instabilidade econômica e do estado de calamidade pública deflagrado em março por conta da pandemia de Covid-19, o valor importado foi superior a US$ 3 bilhões em todos os meses do semestre.

Abiquim aponta baixa nas exportações

As exportações, por sua vez, somaram US$ 5,6 bilhões e registraram redução de 11,7% quando comparadas aos seis primeiros meses do ano passado.

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Segundo a Abiquim, a redução da alíquota do Reintegra, em junho de 2018, de 2% para 0,1%, segue causando impactos violentos no desempenho exportador do setor.

Desde que foi reduzida, o patamar mensal das exportações apresentou estagnação em US$ 1 bilhão.

Antes da alíquota ser alterada, o patamar oscilava entre US$ 1,2 e US$ 1,4 bilhão mensais.

Quantidades transacionadas

O relatório da Abequim mostrou que, em termos de quantidades transacionadas, as movimentações de produtos químicos foram recorde tanto com as importações de 22,9 milhões de toneladas quanto com as exportações de 7,7 milhões de toneladas.

Os aumentos registrados foram, respectivamente, de 11,6% e de 16,4% em relação aos maiores registros anteriores.

Ciro Marino, presidente-executivo da Abiquim, destacou a importância de superar rapidamente os desafios da pandemia e viabilizar a retomada segura da atividade econômica.

“As políticas comerciais terão um papel central nesse momento em que várias economias, especialmente asiáticas, já apontam indicadores robustos de aceleração, com elevada disponibilidade de excedentes exportáveis”, lembrou Marino.

“O sucesso do processo de retomada econômica nacional dependerá particularmente de uma abordagem técnica, pragmática, coesa e isenta em defesa comercial, disciplina com papel estratégico no sistema de garantias da segurança jurídica contra práticas desleais de comércio, às quais o País estará ainda mais exposto nessa ‘nova ordem global’ comercial, que já começa a ganhar contornos de como será o mundo pós-pandemia”, concluiu.

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