Debêntures representaram 61,3% das emissões de abril

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Foto: Anbima revisa inflação para 2,8% até o fim de 2020

Em abril, as emissões de mercado de capitais captaram volume de R$ 39,6 bilhões, uma redução de 25,7% em relação a março. O grande destaque foram as emissões de debêntures, que representaram 61,3% das emissões do mercado de capitais em abril, o que correspondeu a um montante de R$ 24,3 bilhões, um aumento de 70,2% em relação ao mês anterior.

As informações são da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Em 2021, até abril, o total emitido foi de R$ 141,9 bilhões contra R$ 117,9 bilhões do mesmo período do ano anterior, uma elevação de 20,4%.

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As ofertas em andamento e em análise registraram volumes de R$ 16,5 bilhões e R$ 7,6 bilhões, respectivamente.

Debêntures da Vale (VALE3)

As emissões de R$ 11,5 bilhões de debêntures da Vale (VALE3) em abril explicaram quase 50% do total colocado desses papéis no período. Em 2021, as colocações de debêntures já acumularam um volume emitido de R$ 55,3 bilhões contra R$ 32,4 do mesmo período de 2020.

Debêntures. capital de giro e refinanciamento de passivo

A maior parte dos recursos captados nas ofertas de debêntures no ano até abril foi para os intermediários e demais participantes ligados à oferta, que detiveram a parcela de 46,9% das colocações, seguidos dos fundos de investimentos, com 30,2%.

Do total captado, 44,6% foram para capital de giro e refinanciamento do passivo (incluindo recompra ou resgate de debêntures de emissão anterior) e 21,8% dos recursos foram direcionados para investimentos em infraestrutura.

IPOs

No mercado de renda variável, chamou a atenção o fato de não terem ocorrido IPOs de ações em abril, já que em março havia sido registrado um volume captado de R$ 18,8 bilhões nessas operações.

O acirramento de um cenário de maior volatilidade – causado pelo agravamento da pandemia e pelas dúvidas na parte fiscal – pode ter contribuído para um ambiente de maior incerteza para a colocação primária de ações.

Mesmo assim, os IPOs já captaram R$ 21,8 bilhões, contra R$ 3 bilhões entre janeiro e abril de 2020. Vale o registro que, de forma inversa, as operações de follow-ons (ofertas subsequentes de ações) em abril foram da ordem de R$ 5,4 bilhões, após não terem registrado operações em março.

No ano, o volume total emitido de renda variável é de R$ 38,8 bilhões, o que corresponde a uma elevação de 24,2% bilhões em comparação ao mesmo período de 2020.

Fundos de investimentos imobiliários

Por fim, os fundos de investimentos imobiliários tiveram volume de R$ 2,1 bilhões, 65,3% abaixo do que foi registrado em março.

Vale ressaltar que, nas ofertas primárias por meio da Instrução 400 realizadas este ano, até abril, as pessoas físicas, que dispõem de incentivo fiscal na distribuição dos lucros, corresponderam a 77,8% do total colocado no ano.

Nas ofertas que estão sob a Instrução 476, permitidas apenas para investidores profissionais, a parcela das pessoas físicas é de 15,8%.

No ano, os Fundos Imobiliários acumulam um total emitido de R$ 16,2 bilhões, 14% acima do que foi registrado no mesmo período em 2020.