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Debêntures incentivadas: O que são? Como funcionam? Como Investir? – Guia Completo

Tire as suas dúvidas sobre as debêntures incentivadas, consideradas por muitos investidores como as "estrelas" da renda fixa.

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Para começar esse artigo, uma coisa precisa ficar bem clara: as debêntures incentivadas representam apenas uma das modalidades de debêntures. Hoje daremos atenção especial à elas, as debêntures incentivadas, apontadas por muitos especialistas como as “estrelas do investimento em renda fixa em 2019“.

Vamos relembrar o que são debêntures?

Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas constituídas sob a forma de sociedades por ações. Em vez de tomarem empréstimos junto aos bancos, tais companhias optam por emitirem debêntures que serão vendidas a investidores no mercado financeiro.

Portanto, as debêntures são investimentos de renda fixa de dívida privada, por meio dos quais o investidor torna-se credor da empresa emissora do papel. Para simplificar: quem compra a debênture está emprestando dinheiro à companhia emissora em troca de uma rentabilidade.

É bem parecido com o ocorre quando você empresta dinheiro para um banco ao comprar um CDB, uma LCI ou uma LCA, ou até mesmo aplicar na poupança.

Para saber sobre a rentabilidade e segurança das debêntures, acesse o artigo: O que são debêntures?

Se preferir, também pode assistir ao vídeo do canal EuQueroInvestir no Youtube:

Debêntures incentivadas são isentas de Imposto de Renda

As debêntures incentivadas são semelhantes às debêntures comuns – títulos de dívida emitidos por uma empresa constituídas sob a forma de sociedades por ações – porém, existe um detalhe que, para muitos investidores, é o grande atrativo dessa modalidade: a isenção do Imposto de Renda.

Essa isenção do Imposto de Renda ocorre porque o dinheiro arrecadado por meio desses títulos é usado pelas empresas para fazer obras ou serviços importantes para a infraestrutura do nosso país, como estradas e aeroportos, por exemplo.

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Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By duallogic

Por isso, o Governo Federal decidiu não cobrar imposto de renda, para incentivar mais pessoas a comprarem esse tipo de título e assim ajudar a desenvolver o Brasil. É justamente por isso que elas se chamam “incentivadas”.

Debêntures incentivadas e suas garantias

A compra de títulos de debêntures incentivadas possui algumas garantias, que podem significar menos riscos ao investidor.

Confira quais são essas garantias:

  • Debênture com garantia real: são aquelas garantidas por bens de propriedade da empresa que emitiu ou de terceiros. As debêntures incentivadas que oferecem garantias reais, geralmente, são as que oferecem menos riscos.
  • Debênture com garantia flutuante: nesse caso, se a empresa falir, ela garante o pagamento das debêntures antes de todos os outros credores.
  • Debênture subordinada: essas oferecem um risco maior, pois, caso a empresa quebre, apenas os acionistas receberão o seu dinheiro de volta. Apesar de mais arriscadas, costumam oferecer as maiores rentabilidades.
  • Debênture quirografária ou sem preferência: não oferecem nenhum tipo de privilégio como a flutuante. Dessa forma, caso a empresa que emitiu a debênture passe por dificuldades financeiras, tanto quem investiu quanto os credores podem receber seus valores primeiro.

Como investir em debêntures incentivadas?

Para começar, abra uma conta na corretora de valores que você confia. Depois disso, com a devida assessoria de investimentos, basta enviar dinheiro para a nova conta e começar a comprar os títulos disponíveis.

Dica!

Na hora de escolher a corretora, procure por aquelas que têm credibilidade no mercado, sejam registradas nos principais órgãos reguladores, e que ofereçam o melhor serviço livres de taxas, ou, sem cobrar taxas abusivas.

Aqui na EuQueroInvestir, todo o trabalho de assessoria de investimentos é de graça! Quem nos remunera são as instituições financeiras, e não os clientes. Se quiser conversar com a gente, basta preencher o formulário no final desse artigo para que um de nossos profissionais entrem em contato com você.

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Sugestão de leitura de artigo: Tesouro Direto ou Debêntures Incentivadas? O que é melhor?

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Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By sarawutnirothon

Outra opção: fundos de debêntures incentivadas

Investir em debêntures incentivadas por meio de uma corretora não é a única maneira. Como alternativa existem os fundos de debêntures.

Funciona assim: o investidor pode comprar uma ou mais cotas do fundo e, com os recursos de vários cotistas, quem administra o fundo poderá comprar uma série de títulos, entre eles as debêntures incentivadas.

Quando as debêntures começarem a dar resultados, o investidor receberá uma parcela do lucro que foi conquistado por meio do fundo. Então, se o capital investido corresponde a 1,5% do patrimônio, o investidor receberá o mesmo percentual do total de ganhos.

Porém, é preciso escolher bem em quais fundos de investimento em debêntures incentivadas investir, já que alguns podem cobrar taxas de administração muito altas, o que pode influenciar negativamente seus resultados.

Debêntures Incentivadas e os riscos

  • Risco de Crédito: Nas debêntures incentivadas não existe o amparo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Sendo assim, um dos maiores riscos é de a empresa que emitiu a debênture falir e não conseguir honrar seus compromissos.
  • Risco de Fluxo de Caixa: Outra possibilidade é a de que a empresa fique sem fluxo de caixa suficiente para pagar os juros de todos aqueles que investiram. Ou seja, o investidor corre o risco de não receber o valor total combinado.
  • Risco de planejamento: Caso o investidor decida retirar o dinheiro antes do vencimento do título, corre o risco de perder parte ou tudo da rentabilidade do investimento. Por isso, é importante que o valor fique aplicado até o final do prazo.

Tipos de debêntures

Como foi dito lá no começo do artigo, as “incentivadas” são apenas uma das modalidades de debêntures. Para que você conheça as outras, abaixo, uma breve explicação.

Não conversíveis ou simples

São debêntures que não podem ser convertidas em ações, ou seja, são emitidas e vencem como um título simples.

Conversíveis

Ao contrário do exemplo anterior, as conversíveis podem ser convertidas em ações da empresa que emitiu o título.

Permutáveis

Elas funcionam como as conversíveis, porém, é possível que a ação convertida seja de outra empresa, diferente daquela que emitiu o título.

*Importante! Os outros tipos de debêntures citados acima, diferente das debêntures incentivadas, não são isentos de Imposto de Renda.

Debêntures: estrelas da renda fixa

Com a taxa básica de juros (Selic) em 6,5% ao ano desde 2018, quem costuma investir já deve ter percebido que a rentabilidade das aplicações tradicionais “murcharam”.  Assim, as debêntures e outros títulos emitidos por empresas vêm ganhando espaço cada vez maior por quem está em busca de um retorno maior na renda fixa.

Para termos ideia, em 2018, as captações de recursos pelas empresas brasileiras diretamente de investidores no mercado de capitais atingiram quase R$ 200 bilhões. Estamos falando de um crescimento de 19%, e isso, é praticamente o dobro de 2016.

Para 2019, as perspectivas são ainda melhores. Prova disso são as três primeiras semanas de janeiro, que somaram R$ 8 bilhões em emissões.

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Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By Elegant01

E aí voltamos a falar das debêntures incentivadas, que são as que costumam ser o maior atrativo para o investidor pessoa física, graças à isenção de Imposto de Renda. Em 2018, por exemplo, as emissões de debêntures incentivadas superaram os R$ 20 bilhões, mais do que o dobro de 2017.

Tudo o que foi dito até aqui, serve para mostrar que as debêntures incentivadas são investimentos que podem trazer bons resultados, mas sem esquecer dos riscos.

Por isso, diversifique os investimentos, usando parte do dinheiro disponível em aplicações que têm risco menor. Fazendo isso, além de proteger as economias, o investidor pode aumentar as chances de conquistar melhores rendimentos em suas aplicações.

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Patrícia Auth

Patrícia Auth é jornalista formada pela Univali de Itajaí/SC. Trabalhou em impressos, como o Jornal de Santa Catarina, e também, como repórter na Rede Record e RBS TV. É casada, mãe da Lívia e adoradora de boa música e gastronomia.

Na equipe EuQueroInvestir, é responsável pela produção de vídeos, e também escreve e edita artigos para o site.

Entre em contato com a Patrícia pelo e-mail: patricia.auth@euqueroinvestir.com

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