Day Touro: “A pandemia encontrou uma empresa bem preparada”, diz Alonso, da JHSF

Paulo Amaral
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Thiago Alonso, CEO da JHSF (JHSF3), revelou durante sua participação no Day Touro, o segredo da empresa para não sucumbir à pandemia da Covid-19.

Ao contrário de muitas empresas, que se viram afundadas pela crise econômica e até chegaram a fechar as portas, a administradora de shopping centers cresceu.

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Veja aqui a transmissão completa:

O lucro foi 100% maior no ano passado, em plena pandemia, do que em 2019, quando ninguém ainda havia ouvido falar em Covid-19. O porquê do sucesso foi explicado pelo próprio Thiago Alonso.

“A pandemia é um evento pontual. E encontrou uma companhia que estava muito bem preparada com seu modelo de negócios. Certamente (a crise) atrapalhou. Mas a casa estava bem organizada do ponto de vista da clareza, do foco de negócios. E em relação aos produtos que oferece para o público de alta renda”, revelou.

“O maior desafio pessoal, sem dúvida, foi procurar as melhores condições para clientes, parceiros de negócios e colaboradores. O fato de estar acompanhando um ou dois meses antes do processo explodir no Brasil nos deu bons insights do que deveria ser feito. No geral, a gente está bastante satisfeito com os resultados que encontramos”.

Thiago Alonso: outros focos de preocupação

Por conta dessa boa preparação, Thiago Alonso revelou em sua palestra no Day Touro que as preocupações da JHSF puderam ser direcionadas para outros focos. E que os resultados desse esforço do time formado por 3,2 mil pessoas ainda não foi computado. Mas dará frutos no próximo balanço da empresa.

“Nossas estruturas de capital e de dívidas também estão bem organizadas. Quando chegou a pandemia, nossas preocupações foram outras. Aprofundar o programa de digitalização da companhia, melhorar o atendimento aos clientes nesse período. O lucro cresceu 100% com relação a 2019, mas esse segmento de shopping center representou pouco menos de 20% da nossa geração operacional de caixa ou do Ebitda da companhia. O mais importante foram os passos estratégicos que demos ao longo de 2020, e que ainda não estão refletidos em nossos resultados”, explicou.

“Abrimos três shoppings, dois restaurantes, compramos duas áreas grandes para fazer desenvolvimentos imobiliários no futuro. O aeroporto executivo que a gente opera cresceu sua capacidade de hangaragem em 150%. Acho que a companhia, o time de 3,2 mil pessoas que acorda cedo e dorme tarde, soube atravessar esse período de adversidade macro porque tinha clareza das rotas que a gente quer para o negócio no longo prazo”, completou.

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Thiago Alonso exalta “foco definido”

Thiago Alonso também citou o “foco definido” da empresa como um fator determinante para ela se sobressair em meio às concorrentes do setor, mesmo durante a crise. “A companhia tem um posicionamento de mercado trabalhando próximo de cliente de alta renda. Então, em momentos de alta volatilidade, temos uma resiliência de consumo por parte da base de clientes que é muito importante”, explicou.

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Segundo o CEO da JHSF, quando se está trabalhando com um público que tem patrimônio e é menos suscetível às oscilações de renda, como acontece com os que compõem as classes B e C, a tendência de manter a venda de produtos é maior. “Além disso, temos a diversidade de linha de negócios, que também ajuda bastante”, complementou.Day Touro, Thiago Alonso

Alerta no Day Touro: há oportunidade de crescimento

Empresa com capital aberto desde 2007, e considerada líder em alta renda, a JHSF é muito mais do que uma administradora de shoppings e empreendimentos de luxo. E, de acordo com Thiago Alonso, ainda há oportunidade para mais crescimento do setor no País.

“A nossa visão para esse setor é muito peculiar. A opção da JHSF foi se organizar centrada no cliente, e não necessariamente no produto. Muitas empresas se desenvolvem olhando o produto e não necessariamente o cliente. A gente está focando o desenvolvimento do braço de shopping centers integrado a um desenvolvimento mais amplo que a companhia faz”, avisou.

Questionado sobre onde é possível ampliar o crescimento do setor, o CEO da empresa foi taxativo. Revelou que o pensamento se restringe à capital paulista. E a um raio de 100 quilômetros, no máximo, dentro do estado de São Paulo.

“Queremos criar polos, ecossistemas, que levam soluções de moradia, consumo, hospitalidade e viagens para clientes de alta renda. Vemos oportunidades expressivas na cidade e no Estado de São Paulo. Dentro do nosso País, quase 50% da população de alta renda está em São Paulo. Estamos muito ligados a melhorar o atendimento e a qualidade de vida desse nicho da população”, reforçou.

Vacinação já

Thiago Alonso também apostou em uma retomada econômica no País para o segundo semestre. Mesmo com a pandemia de Covid-19 ainda castigando boa parte dos setores. Para isso, ele engrossou o coro para que se cumpra a promessa de vacinar em massa a população.

“Vamos ter que manter muito o olhar atento ao controle da propagação do vírus. Tão rápido quanto acontecer o controle do vírus, mais rápida será na normalização do ritmo de vida e dos negócios”, apostou.

Conselho ao investidor

O CEO da JHSF também foi abordado sobre qual conselho daria a quem pensa em bolsa de valores e vê sua empresa com bons olhos.

“Acho que cada investidor precisa entender bem as vantagens competitivas que uma empresa tem. E as ações que são macro e ajudam ou atrapalham um determinado segmento de atuação. É uma decisão complexa, que envolve riscos e recompensas. Aqueles que estiverem confortáveis de fazê-las de maneira isolada, ok. Ou, então, pode-se procurar ajuda de agentes de investimento”, concluiu.