Davos: os principais desafios para os líderes mundiais

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.

Crédito: Divulgação / WEF20

O Fórum Econômico Mundial 2020, que terá início nesta semana em Davos, na Suíça, reunirá líderes políticos, empresariais, acadêmicos e jovens de todo o planeta em busca de soluções conjuntas para uma preocupação crescente e global: a crise climática.

De acordo com a CNBC, mais da metade do PIB mundial está exposta aos riscos de eventos extremos causados pela crise do clima.

Pela primeira vez desde que o Global Risk Report passou a ser publicado, em 2007, os fatores ambientais estão no topo da lista dos principais riscos à estabilidade e à economia global.

Dos cinco primeiros, quatro são relacionados diretamente com a crise do clima, e o que sobra – a perda de biodiversidade – é por ela agravado.

“A mudança climática está atingindo o mundo de forma mais dura e mais depressa do que se previa”, diz o relatório da WEF.

“As consequências no curto prazo perfazem uma emergência planetária. As implicações são catastróficas, amplas e intercruzadas. Pior ainda, a complexidade do sistema climático implica em que alguns impactos ainda sejam desconhecidos”, completa.

O clima, então, deverá realmente “esquentar” as discussões no Fórum em Davos. Os recentes incêndios na Austrália, somados ao fiasco da COP25, em Madri, e à presença da ativista Greta Thunberg no resort suíço, certamente contribuirão para que as conversas aconteçam em tom elevado.

“Precisamos resetar a relação entre os humanos e a natureza”, ordenou Dominic Waughray, diretor da WEF. “Os danos à natureza causados pelas atividades econômicas não podem mais ser considerados ‘externos’. Este relatório mostra como a exposição à perda da natureza é material para todos os setores de negócios e representa um risco urgente e não linear para nossa segurança econômica futura”, completou.

Economia ameaçada

O relatório da WEF apontou ainda que os setores de construção, agricultura e alimentação, somados, foram o maior grupo de indústrias dependentes da natureza.

A soma dos valores, na casa dos US$ 7,9 trilhões, é praticamente o dobro do PIB alemão. Isso significa, na prática, que “quanto mais a natureza perde sua capacidade de prover tais serviços, maiores as chances dessas indústrias sofrerem colapsos”.

De acordo com os números divulgados, as indústrias “altamente dependentes” da natureza geram 15% do PIB mundial (US$ 13 trilhões), enquanto as “moderadamente dependentes” geram 37% da economia de todo o planeta (US$ 31 trilhões).

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“Estamos em apuros”

Normalmente criticado por não estar em sintonia com o mundo real, o tema do Fórum deste ano é “Partes interessadas por um mundo coeso e sustentável”.

O WEF garantiu que a principal missão em 2020 é ajudar governos e instituições a acompanhar o progresso em direção do Acordo de Paris e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas).

De acordo com a ONU, as mudanças climáticas precisam ser tratadas como “a questão definidora do nosso tempo, o maior desafio ao desenvolvimento sustentável”.

Alan Jope, CEO da Unilever, disse que “a grande necessidade deste relatório mostra que estamos em apuros”.

“Os líderes empresariais e governamentais ainda têm tempo para agir de acordo com as conclusões do Novo Relatório da Economia da Natureza. Se trabalharmos juntos, a COP15 e a COP26 podem gerar os compromissos de que precisamos para mover o planeta da sala de emergência para a recuperação ”, resumiu.


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