David Solomon só fará IPO de empresas com pelo menos uma mulher na equipe

Andrezzza Braga
Colaborador do Torcedores

Crédito: Reprodução via Getty Images

David Solomon, CEO do Goldman Sachs, o maior banco de investimentos do mundo, revelou em entrevista a “CNBC”, nessa quinta-feira (23), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que não será aceito IPO (oferta pública), de instituições que não tenham diversidade em sua administração. Isto é, só serão aceitas empresas que tenham pelo menos uma mulher em sua equipe do conselho.

O empresário da gigante de Wall Street deixou claro que não será aceito IPO (oferta pública), de instituições que não tenham diversidade em sua administração. De acordo com o empresário, esta regra será posta em prática a partir de 20 de junho deste ano.

Já a partir de 2021, o banco irá exigir que dois destes administradores sejam divergentes do que podemos ver atualmente.

Segundo Solomon, empresas nos Estados Unidos que mantiveram mulheres no conselho se saíram melhor do que aquelas que só tinham homens em seu comando.

Quase 2 bilhões investidos em empresas lideradas por mulheres

Além dessa nova regra, em 2008 foi criada a “Launch With GS”, uma iniciativa gerada com um fundo específico de quase R$ 2 bilhões (cerca de US$ 500 milhões), destinado especialmente para o financiamento de empresas sob o comando feminino.

Tanto as que já estão em caminho andado, como as que ainda estão a procura de crédito para sair do papel, podem ser beneficiadas neste empreendimento.

 

“Tendo trabalhado nesse setor por quase uma década, vi em primeira mão a lacuna no investimento em gênero. Há um benefício econômico real em ter mais mulheres nas reuniões do conselho e nos comitês de investimento e em permitir que as mulheres criem negócios que atendem à economia em geral.”

Olga Kaplan
Vice-Presidente
GS Growth

 

Programa educacional para mulheres  em países em desenvolvimento

Essa não é a primeira vez que Goldman luta pela inclusão feminina nos negócios. Anteriormente foi criada o programa educacional “10,000 Women”, com a pretensão de educar administrativamente milhares de mulheres de países em desenvolvimento.

Stephanie Cohen, funcionária do gigante Goldman Sachs, disse que o plano do banco é de que ao menos metade da formação empresarial seja formada por mulheres até 2021.