Dados econômicos fracos e tensão nas negociações comerciais derrubam bolsas

Guilherme Paulo
Colaborador do Torcedores

Crédito: U.S. President Donald Trump makes a statement at the White House following reports that U.S. forces attacked Islamic State leader Abu Bakr al-Baghdadi in northern Syria, in Washington, U.S., October 27, 2019. REUTERS/Jim Bourg

Não faltaram notícias e indicadores para azedar os humores ao redor do mundo

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Mercado Europeu

As bolsas europeias encerraram majoritariamente em baixa. Com exceção do mercado italiano, que estava otimista com o resultado do PIB de 0,3%. Acima do esperado de 0,2%.

A taxa de desemprego na zona do euro atingiu 7,50% em setembro. Valor pouco acima dos 7,40% esperados. As vendas no varejo da Alemanha tiveram variação mensal de 0,10% em setembro. Também abaixo do esperado, de 0,30%.

Os dados econômicos da região do euro não colaboraram. Mas foram as notícias vindas da China e dos EUA que pesaram mais nos mercados. Fato que fez com que as bolsas acompanhassem os índices americanos na baixa.

Alemanha | DAX [-0,34%]

Londres | FTSE 100 [-1,12%]

França | CAC 40 [-0,62%]

Zona do euro | Euro Stoxx 50 [-0,44%]

Itália | FTSE MIB [+0,21%]

EUR/USD [+0,00%] | € 1,1149

GPB/USD [+0,24%] | € 1,2933

Bolsas Norte-americanas

No território americano não faltaram justificativas para a forte queda das bolsas hoje. Antes da abertura dos mercados, foi noticiado pela Bloomberg que a China tem dúvidas de que as negociações levarão a um acordo de longo prazo com os Estados Unidos.

As autoridades chinesas também alertaram que não pretendem recuar. Isso, em relação a algumas divergências mais complexas com os americanos. Incluindo as medidas estruturais e a exclusão de sobretaxas na fase 2 do acordo.

Por fim, o último ponto citado é o temor dos chineses de que Trump recue do acordo inicial. O qual já está em negociação entre os dois países.

Ainda durante a manhã, a câmara de representantes dos EUA aprovou o ritual de impugnação de Trump. Contribuindo para a derrocada das bolsas, que já estava em terreno negativo.

A resposta de Trump veio rápida, no Twitter. O presidente americano disse que os Democratas não se importam que a ‘farsa’ sobre impeachment prejudique mercado de ações. Em seguida, ele também aproveitou para dirigir a palavra à Powell e o FED, indicando que está decepcionado com ambos, e que o dólar e juros altos estão impactando economia.

Ainda no Twitter, Trump disse que a China e os EUA estão selecionando um novo lugar para assinatura de fase 1 de acordo. Mas isso não foi suficiente para melhorar o cenário.

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Também durante a manhã, foi divulgado o índice de atividade industrial ISM dos EUA. Este apresentou forte desaceleração para 43,2 em outubro, ante 47,1 no mês anterior. O indicador tinha previsão muito maior, de 48,5 pontos. Este é o nível mais baixo desde dezembro de 2015.

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O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) indicou desaceleração a +1,3% na base anual. Abaixo da leitura de +1,4% do mês anterior.

Os dois indicadores foram outro fator de forte influência negativa nas bolsas, que aliados com a forte volatilidade, mostrada pelo indicador VIX, derrubaram as cotações.

Dow Jones 30 [-0,93%] | 26.934 pontos

S&P 500 [-0,68%] | 3.026 pontos

Nasdaq [-0,52%] | 8.260 pontos

VIX [+12,73%] | 13,90 pontos

Commodities

As cotação do minério de ferro encerraram mistas, em Qingdao teve queda de 1,33%, a US$ 85,97 a tonelada. Em Dalian, o minério de ferro registrou valorização de 0,65%.

A referência britânica de petróleo, o Brent para janeiro, encerrou em queda de 1,03%, a US$ 59,62. A referência norte-americana, o WTI para dezembro, caiu 1,60%, a US$ 54,18.

A commodity é diretamente influenciada pelos temores em torno da guerra comercial, pois a demanda pode ser afetada.

O ouro encerrou em alta, motivada pela derrocada das bolsas que faz com que os investidores busquem um porto seguro. O ouro fechou em alta de 1,19% a US$ 1.514,80 a onça-troy.

A bolsa brasileira

No Brasil, a movimentação da bolsa está relacionada mais aos fatores externos do que o mercado doméstico. Mas ainda assim, tivemos dados ruins por aqui, com a taxa de desemprego do PNAD atingindo 11,8% até setembro, acima do esperado de 11,50%.

Uma notícia boa foi o resultado do setor primário do setor público consolidado, que atingiu déficit de R$ 20,5 bilhões em setembro, segundo o BC. O resultado veio melhor que o esperado, que era de déficit de R$ 23 bilhões.

O Ibovespa opera em queda de 1,26% com 107.042 pontos, tendo como mínima 106.355 pontos (-1,89%) e máxima 108.403 pontos (0,00%). O volume financeiro desta sessão está somando R$ 13,64 bilhões.

O dólar segue tendência contrária, em alta de 0,42%, cotada a R$ 4,017, tendo mínima de R$ 3,972 (-0,70%), e máxima de R$ 4,044 (+1,10%).

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