D1000 (DMVF3) lucra R$ 18 milhões no 4TRI20, alta de 78%

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).

Crédito: Divulgação

A D1000 (DMVF3) lucrou R$ 18 milhões no quarto trimestre de 2020, valor maior do que os R$ 10,1 milhões do mesmo período de 2019. O crescimento foi de 78% no comparativo.

No acumulado do ano, a dona de Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário reverteu o prejuízo de 2019. A empresa teve lucro líquido de R$ 120 mil no ano passado contra prejuízo de R$ 7,5 milhões em 2019.

A d1000 fechou 2020 com um Ebitda de R$ 83,6 milhões levando a uma margem Ebitda de 7,8%, 0,8 p.p superior ao ano de 2019.

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No 4T20, o Ebitda atingiu R$26,5 milhões, equivalente a uma margem de 9,5%, um incremento de 1,7 p.p. em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Receita da d1000 cai 7,5%

No 4T20, a receita bruta da d1000 foi de R$ 278,5 milhões, uma involução de 7,5% em relação ao 4T19. Este resultado, como no terceiro trimestre, é justificado pelo menor fluxo de clientes nas lojas de shopping decorrente do efeito da pandemia.

No ano de 2020, o total da Receita Bruta representou uma involução de 10,8% ou R$129,4 milhões vs. 2019, dos quais R$89,7 milhões concentrados em lojas de shopping.

“Por influência também da pandemia, percebemos uma redução de visitas às farmácias compensada pelo incremento do ticket médio que no 4T20 cresceu 22% em relação ao mesmo período de 2019”, diz a empresa.

Despesas e dívidas

A d1000 fechou 2020 com uma Despesa Total de Lojas de R$ 201,3 milhões frente a uma Despesa Total de 2019 de R$204,9 milhões, o que equivale a uma redução de 1,8%.

As Despesas Corporativas somaram R$ 54,6 milhões, um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior. Essa evolução, segundo a empresa, é o resultado da economia advinda da aplicação da MP 936 e da redução de despesas em geral, e por outro lado do maior investimento em ações de marketing, reforço da estrutura comercial e adequação das estruturas de governança obrigatórias para uma companhia de capital aberto.

Com os recursos do IPO da empresa, realizado em agosto de 2020, foi reduzida a dívida da d1000 em R$ 69 milhões durante o 4T20. Ao longo do ano, a redução da dívida foi de R$ 108 milhões.

Com isso, a empresa terminou o ano com uma Dívida Total de R$ 106 milhões e uma posição de Caixa Líquido de R$ 100,5 milhões.

Planos futuros da d1000

Ao longo de 2021, o foco da d1000 estará concentrado na abertura de 30 novas lojas, na sedimentação dos alicerces para uma expansão ainda mais forte em 2022 e 2023, na continuidade do aprimoramento da plataforma tecnológica, na aceleração da transformação digital da Cia, no fortalecimento da pauta ESG, no desenvolvimento do CRM, na evolução do atendimento visando enriquecer a experiência de clientes e na ampliação acelerada da linha de marcas exclusivas.