Czarnikow: trading de alimentos vai operar com etanol e energia no Brasil

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação

A Czarnikow, empresa britânica de alimentos e serviços, anunciou nesta quinta que começará a trabalhar com os mercados de etanol e energia no Brasil.

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Segundo a agência Reuters, a companhia já recebeu autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para entrar no mercado.

A princípio, será aberta uma nova companhia, chamada CzEnergy. Ela passará a vender etanol no Brasil, mercado que, segundo a empresa, é “50% maior” do que o de açúcar.

“O produtor de açúcar, não apenas no Brasil, mas em outros lugares, está também produzindo etanol e eletricidade. Então, queremos oferecer serviços de ´trading´, financiamento e hedge para outros produtos além de açúcar”, explicou o chefe da Czarnikow Brasil, Tiago Medeiros.

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Czarnikow de olho na energia livre

Além do mercado de etanol, que responde por cerca de 40% do combustível usado pela frota de automóveis leves do Brasil, a Czarnikow também está de olho na energia elétrica.

A companhia que será criada a partir da Czarnikow quer negociar energia no mercado livre no Brasil.

Na visão dos dirigentes, é neste mercado, que triplicou de tamanho nos últimos quatro anos, que consumidores podem negociar contratos diretamente com geradores e comercializadoras.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Robin Cave, CEO da empresa, avaliou que o potencial do mercado livre de energia do Brasil é de R$ 45 bilhões anuais.

A Czarnikow informou que a eletricidade será um “produto adicional” ao portfólio da companhia, ao lado do açúcar e do etanol, além de embalagens para alimentos.

Tiago Medeiros lembrou ainda que as compras chinesas de açúcar têm sido fortes, devido às maiores cotas de importação distribuídas pelo governo chinês a importadores.

“Eles vão provavelmente comprar cerca de 5 milhões de toneladas neste ano, para serem os maiores compradores globais de açúcar novamente”, disse.

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