Cyrela (CYRE3): IPO da sócia Lavvi (LAVV3) pode movimentar R$ 1,6 bi

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução / Facebook / Lavvi

A Cyrela (CYRE3) informou que a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Lavvi (LAVV3), pode movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão, conforme o prospecto preliminar.

A faixa indicativa de preço da oferta está situada entre R$ 11,00 e R$ 14,50 por ação.

A oferta primária de ações prevê a emissão de 93,2 milhões de novas ações.

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Vale lembrar que na oferta primária os recursos são destinados para o caixa da Lavvi.

De acordo com o prospecto, a oferta pode ser acrescida de um lote secundário de 13,98 milhões, além de um lote adicional de 18,64 milhões de ações.

Sendo assim, poderão ser emitidos até 125,8 milhões de ações.

Se todos os lotes forem colocados no centro da faixa de preço, o IPO da Lavvi movimentaria R$ 1,6 bilhão.

De acordo com o prospecto, a precificação das ações acontecerá em 31 de agosto.

Enquanto a estreia em Bolsa deve acontecer no dia 2 de setembro.

A Lavvi

A Lavvi foi constituída em 1º de novembro de 2016. É uma joint venture formada entre a Cyrela e a RH.

O objetivo de desenvolver projetos no segmento médio e alto padrão na cidade de São Paulo.

A Cyrela “acredita que o acesso da Lavvi ao mercado de valores mobiliários poderá favorecer a capitalização da sociedade e o desenvolvimento de suas atividades e negócios”.

Composição acionária

O capital social da Lavvi é de R$ 106,5 milhões, dividido em 106.516.652 ações ordinárias.

Além da Cyrela que detém 45% da empresa, a Lavvi tem como potenciais vendedores na oferta secundária a RH Empreendimentos Imobiliários (45%) e a Moshe Horn (10%).

Lucratividade da Lavvi

O lucro líquido atingiu R$ 64,6 milhões em 2019 e R$ 35 milhões em 2018.

Já receita líquida totalizou R$ 268,1 milhões no passado, contra R$ 186 milhões em 2018.

O Ebtida ajustado somou R$ 69,8 milhões em 2019 e atingiu R$ 37,4 no ano anterior.

O ROAE foi de 31,3% no ano passado, ante 24 em 2018.

O caixa líquido da Lavvi encerrou 2019 em R$ 12 milhões, contra R$ 22,4 milhões no final de 2018.

Destinação dos recursos

De acordo com a Lavvi, os recursos levantados no IPO serão destinados para  aquisição de terrenos (landbank), despesas administrativas, de marketing e de vendas e capital de giro.

Outros movimentos da Cyrela

O pedido de IPO da Lavvi Empreendimentos, se segue de outros, como o da Cury Construtora e Incorporadora que retomou o pedido de registro de oferta pública primária e secundária na B3.

Em fato relevante publicado pela Cyrela, a companhia informa que detém atualmente participação correspondente
a 48,25% da Cury, o que representa cerca de 2,22% de seu patrimônio consolidado.

Além desses, está em análise na CVM também a Plano & Plano Desenvolvimento Imobiliário, da qual é acionista, solicitou pedido de registro categoria A à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para oferta pública primária e secundária de ações no mercado brasileiro (IPO).

A empresa tem como foco a incorporação e construção de empreendimentos residenciais do Programa Minha Casa Minha Vida, no segmento de baixa renda, principalmente na região metropolitana de São Paulo.

A diretoria da Cyrela também aprovou a venda de ações de sua titularidade no IPO. A companhia possui 50% do capital social da Plano & Plano, que por seu lado representa 1,21% do patrimônio líquido da Cyrela.

O movimento das subsidiárias é visto pelo mercado como uma forma de capitalizar a Cyrela. Além disso, tem potencial para impulsionar o preço da companhia.