Cyrela (CYRE3), Iguatemi (IGTA3) e Aliansce (ALSO3) lideram altas na bolsa

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.

Crédito: Aliance (ALSO3), JHSF (JHSF3), BR Malls (BRML3) alteram horário de funcionamento de shoppings

As ações de companhias do setor de shoppings estão entre as principais altas do Ibovespa na manhã desta quinta-feira (21).

O desempenho reflete a retomada parcial das atividades e reaberturas gradativas de lojas em algumas cidades, que pode significar um alento ao setor.

Ontem, o mercado já tinha reagido positivamente à informação da Lojas Renner, de que reabriu 104 unidades da marca, o correspondente a 17,4% do total, além de 11 da rede Camicado e 21 da Youcom. A quase totalidade das lojas do grupo estão localizadas em shoppings.

Perto das 12h30, os papéis subiam:

  • Cyrela (CYRE3): +7,21%
  • Iguatemi (IGTA3): +5,13%;
  • Aliansce Sonae (ALSO3): +7,25%
  • BrMalls (BRML3): +3,38%
  • Multiplan (MULT3): +4,27%

Aliansce Sonae

Ontem também, a Aliansce Sonae divulgou os números relativos ao primeiro trimestre do ano mostrando um aumento de 82% no lucro líquido, em relação ao mesmo período do ano passado. Os ganhos somaram R$ 103,9 milhões.

Já o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), ajustado foi de R$ 153,2 milhões, alta de 3,6% em relação ao primeiro trimestre de 2019.

De acordo com análise da Guide Investimentos, o resultado da companhia é positivo, considerando o impacto do coronavírus sobre o setor, com o fechamento quase completo dos empreendimentos, com exceção de estabelecimentos considerados essenciais.

Ocupação e vendas

Apesar disso, a empresa manteve uma boa taxa de ocupação, com as vendas no critério mesmas lojas mostrando crescimento no trimestre.

Até 15 de março, as vendas em shoppings da empresa somaram R$ 2,0 bilhões, um aumento de 9,3% na comparação anual. E ao final do trimestre, a companhia possuía um saldo de caixa de R$ 1,5 bilhão. “A queda de alavancagem para 0,9x dívida liquida/Ebitda consolidam o balanço da Aliansce Sonae como o mais forte da indústria no Brasil e o mais preparado para enfrentar os efeitos da crise”, diz o relatório.

Vale lembrar que o Aliansce tem participação em 27 shoppings no país, com 811 mil m² de área bruta locável (ABL) própria e 1.142 mil m² de ABL total. Além disso, administra e comercializa 12 shoppings de terceiros. Sob sua gestão são portanto 1.431 mil  m² de ABL Total.

Aluguéis

A Guide destacou que a companhia tomou uma série de medidas de adaptação, como a criação de Comitê de Crise; redução de custos e despesas nos shoppings e na holding; medidas de apoio aos lojistas; desenvolvimento de protocolo de reabertura; aceleração do programa de inovação; e ações sociais.

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Com relação aos aluguéis, a empresa concedeu 50% de desconto no valor de março e 100% em abril e trabalhou no corte de custos condominiais, reduzindo as cobranças com vencimento em abril e maio em 20% e 50%, respectivamente.

A companhia também está trabalhando junto a instituições financeiras para agilizar a liberação de linhas de financiamentos aos lojistas, de acordo com o relatório.