Brasil Brokers (BBRK3): CVM condena ex-executivos da empresa por infrações

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação/Brasil Brokers

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou nesta terça-feira (16) os ex-executivos da Brasil Brokers (BBRK3) Claudio Kawa Hermolin e Hebert Ferreira Braz Junior.

Eles deverão pagar multa individual de R$ 170 mil por infrações na elaboração das demonstrações financeiras da empresa no exercício social de 2018.

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Os dois foram condenados por unanimidade pelo colegiado da CVM. Segundo a decisão, eles não observaram regras do Comitê de Pronunciamentos Contábeis relacionadas aos critérios de elaboração de testes de recuperabilidade de ativos.

O processo foi instaurado pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) para apurar a responsabilidade dos executivos.

No processo, Andreas Yamagata e Renato de Vicq Telles da Silva Lobo foram absolvidos.

Hermolin e Braz Junior ainda podem recorrer ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.

A acusação do processo apontou que as baixas registradas nas demonstrações financeiras da Brasil Brokers por perda de valor recuperável, relacionada ao investimento na Abyara, não refletiram a real perda de valor do investimento ao longo do tempo.

Assim, o presidente da CVM e relator do caso, Marcelo Barbosa, decidiu que foi comprovado o descumprimento do item 33 do CPC, em decorrência da aplicação da taxa de perpetuidade em razão superior ao crescimento médio projetado dos últimos anos.

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