CVC (CVCB3): CEO diz que chegou o melhor momento para empresa

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação/ CVC

O CEO da CVC, Leonel Dias de Andrade Neto, afirmou que agora chegou o melhor momento para companhia.

Isso porque, segundo ele, o pior da crise já passou, a perspectiva está retomando e a empresa segue muito focada na estratégia, vender com margem e focado no relacionamento com o cliente.

A afirmação foi feita durante teleconferência de apresentação de resultados nesta quinta-feira (01).

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O CEO informou que a CVC está 100% operacional e do ponto de vista relativo está mais forte que a concorrência, sendo inclusive favorecida na retomada pelo mercado doméstico, onde a companhia é soberana.

Leonel também disse que a companhia conseguiu manter os melhores profissionais do setor e agregou novos colegas, que têm visão muito forte de controle e governança.

O executivo destacou que a CVC criou um time muito competitivo e integrado.

Crescimento e market share

De acordo com o executivo, as vendas estão crescendo rapidamente e de forma sólida.

Quando questionado por um analista, sobre o ganho de market share, Leonel afirmou que a companhia deve sim ganhar participação de mercado.

Isso porque, conforme o executivo, a robustez da CVC em relação à concorrência lhe dá mais condições de resistir ao momento difícil.

Caixa robusto e transparência

Durante a pandemia, o principal foco além da saúde dos cliente e colaboradores, foi o caixa da empresa.

Segundo o CEO, hoje a CVC está com um caixa muito robusto, graças a confiança dos acionistas com a capitalização bem sucedida.

A CVC também buscou garantir transparência, e para isso trabalhou intensamente para regularizar as questões de governança e dos balanços.

Balanço primeiro trimestre de 2020

Em balanço atrasado do primeiro trimestre, a CVC (CVCB3) reportou prejuízo consolidado de R$ 1,151 bilhão no balanço do primeiro trimestre.

Dessa forma, a empresa reverteu um lucro líquido pro forma de R$ 46 milhões do mesmo período do ano passado.

De acordo com a empresa, o resultado do balanço foi fortemente impactado por itens não recorrentes.

  • Impacto Receita Covid: R$ 10 milhões;
  • Avianca: R$ 4,2 milhões;
  • Provisões, PDD Covid: R$ 64,7 milhões;
  • Outros: R$ 57 milhões;
  • Impairment (deterioração) intangíveis: R$ 637,5 milhões;
  • IMPACTO NO EBITDA:  R$ 773,5 milhões
  • Amortização de Franquias: R$ 2,5 milhões;
  • IR/CS Diferido: R$ 302,7 milhões;
  • IMPACTO TOTAL LUCRO LÍQUIDO: R$ 1,078 bilhão.

De forma consolidada, a receita líquida somou R$ 289,6 milhões, uma retração de 35,9% ante o mesmo período do ano passado.

Enquanto isso, as reservas confirmadas recuaram 31,1%, a R$ 3,276 bilhões e as totais caíram 23,9%.

Apenas no Brasil, a receita líquida foi de R$ 239,8 milhões, queda de 38,1%.

Prévia setembro

A CVC divulgou dia 23 de setembro uma atualização sobre os impactos causados pela pandemia de Covid-19 em suas operações.

A companhia informou que está implementando com disciplina os planos anunciados para preservação de caixa.

Dessa forma, o saldo e equivalentes de caixa em 22 de setembro eram de aproximadamente R$ 1,526 bilhão, de acordo com dados não auditados.

Além disso, informou que está preparada para a retomada integral de suas operações, com 1200 lojas abertas.

Entre as novas medidas adotadas está o desenvolvimento de produtos e serviços com parceiros para oferecer viagens em condições especiais aos clientes.

Sobre endividamento, a CVC informou que a maior parte tem vencimento no médio e longo prazo.

De um total de R$ 2,0 bilhões, R$ 600 milhões vencem em novembro e a companhia está avaliando alternativas de captação ou rolagem junto aos credores.