CVC (CVCB3) registra prejuízo de R$ 252 mi no 2TRI

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
1

Crédito: CVC

Em balanço com divulgação atrasada do segundo trimestre, a CVC (CVCB3) informou que encerrou o segundo trimestre deste ano com um prejuízo de R$ 252,1 milhões.

No mesmo período do ano anterior, a Companhia havia registrado lucro de R$ 98,5 milhões.

De acordo com a CVC, os números refletem a forte contração da receita, provocada pelos impactos da pandemia.

Conheça a FinTwit, o maior fórum de finanças do mundo.

Hoje o Twitter é pauta na Money Week.

No semestre, a CVC acumula um prejuízo de R$ 1,4 bilhão contra um lucro de R$ 80,7 milhões em igual período de 2019.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado, foi negativo em R$ 155,3 milhões, ante um Ebitda positivo de R$ 197,3 milhões entre abril e junho de 2019.

Receita líquida recua 99,4%

As receitas líquidas da CVC no segundo trimestre de 2020 foram de R$ 3 milhões. No mesmo período de 2019, as receitam fecharam em R$ 529,4 milhões.

No semestre, a receita líquida atingiu R$ 292,6 milhões, queda de 70,2% em relação ao mesmo período de 2019, com R$ 981,3 milhões.

A Companhia informou que pandemia de Covid-19 resultou na quase total paralisação das vendas e embarques da Companhia, impactando nos resultados da receita no trimestre.

Resultado financeiro 

As Despesas Financeiras líquidas tiveram queda de 63,6% no segundo trimestre de 2020 quando comparado com igual período de 2019.

Segundo a Companhia, o recuo foi devido “à queda em taxas de serviços financeiros e encargos financeiros em razão do baixo volume de vendas relacionados ao impacto da pandemia.”

As despesas financeiras totais ajustadas somaram uma receita de R$16,5 milhões no segundo trimestre deste ano, comparada a uma despesa de R$65,5 milhões um ano antes.

Caixa e Endividamento

Nos primeiros seis meses de 2020, a CVC Corp teve geração de caixa operacional de R$916 milhões. No mesmo período de 2019 a geração de caixa foi de R$119 milhões.

A CVC explicou que a alta se deu em função da postergação dos embarques já contratados e da redução significativas das novas vendas.

Os saldos da dívida líquida em 30 de junho de 2020 era de R$ 908,6 milhões, contra R$921,8 milhões no mesmo período de 2019.

Incluindo as dívidas de aquisições, a dívida líquida da CVC Corp foi de R$1.115,3 milhões em 30 de junho de 2020.

Fato relevante

Em fato relevante divulgado nesta terça-feira, 20, a Companhia destaca os principais aspectos sobre suas operações de retomada dos negócios.

Desse modo, a estratégia passa a ser focada em investir em destinos nacionais nesse momento de retomada.

“A Companhia acredita que segue ocupando posição de destaque na retomada do setor de turismo doméstico, sobretudo em função de demandas dos clientes em viajar dentro do Brasil nos próximos meses.”

Além disso, a Companhia informou que tem se adaptado rapidamente às novas tendências, o que inclui a oferta de novos serviços: como o de diárias em hotéis e estadias adaptadas ao momento do home office; novas programações para parques estaduais; aluguel de motorhomes para viagens ao Estados Unidos e Canadá a partir de 2021, entre outros.

Sobre os destinos internacionais, a CVC disse que o segmento está em recuperação mais lenta, em razão da permanência de fronteiras fechadas aos brasileiros em boa parte do mundo.

“A Companhia segue preparada para a retomada integral de suas operações, com 1200 lojas abertas e equipes trabalhando remotamente. Desenvolvemos produtos e serviços com nossos parceiros para oferecer viagens em condições especiais a nossos clientes. Implementamos ações de marketing e continuamos o desenvolvimento e implementação de melhorias nas plataformas digitais.”

Como resultado, a CVC vem observando a retomada das atividades no Brasil.

Ao final de setembro, a Companhia atingiu 37% do volume de vendas do mesmo período do ano anterior.

Além disso, os orçamentos solicitados pelos clientes do segmento lazer atingiram nas últimas semanas 83% do volume comparado ao mesmo período do ano anterior.

Considerando vendas novas acumuladas no mês de setembro, a Companhia observou um crescimento nos serviços de locação de carros ofertados, que chegou a ultrapassar em 15% o volume de vendas deste tipo de serviço, se comparado ao mesmo período de 2019.

Em setembro, as vendas novas totais no Brasil totalizaram 37% – no segmento de lazer (B2C) representaram 41% e somente no lazer doméstico 65% – do volume do mesmo período do ano anterior.

As operações na Argentina têm tido uma recuperação mais lenta, com volume de vendas novas por volta de 10%no mês de setembro,comparado com o mesmo período do ano anterior.