Cúpula do Mercosul se reúne em Bento Gonçalves para assinatura de acordos diplomáticos

Paulo Amaral
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Crédito: Mercosul / Flickr

Presidentes de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai têm encontro marcado para esta quinta-feira (5), em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, cidade escolhida para sediar a 55ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul.

A reunião servirá para que os Chefes de Estado possam assinar acordos geográficos de suma importância para a região, envolvendo desde proteção mútua de indicações geográficas até transportes de produtos perigosos, serviços financeiros, defesa do consumidor e reconhecimento recíproco de assinaturas digitais.

O chanceler brasileiro Ernesto Araújo explicou, à Agência Brasil, o que espera do encontro. “Esses acordos são provas que o Mercosul se reencontrou com sua vocação original para uma agenda comercial e melhoria do ambiente de negócio nos nossos países”.

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Ernesto avaliou que o teor da cúpula “tem tudo a ver com o que estamos fazendo no Brasil, com novo projeto de Brasil. Uma ênfase em reformas modernizantes, aumento da competitividade, e na defesa intransigente de valores democráticos e das liberdades fundamentais sempre com foco em resultados concretos para os cidadãos”.

Tarifa comum fica para depois

O chanceler brasileiro adiantou que os quatro países não conseguiram rever a tarifa comum a ser usada em comércio com outros países que não fazem parte do grupo, mas adiantou que o assunto será discutido em uma pauta futura para que um acordo possa ser costurado.

“Temos massa crítica para integrar a revisão da tarifa comum na presidência do Paraguai. O Mercosul só nos serve se continuar sendo um processo de integração aberta democrática e livre como está sendo hoje”.

Segundo nota do ministério das Relações Exteriores, o Mercosul concluiu acordo com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), integrada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O bloco também manteve negociações com Canadá, Singapura, Líbano e Coreia do Sul para acordo comercial, e teve diálogos com Vietnã e Indonésia e, no plano regional, com Colômbia e a Aliança do Pacífico.