Cúpula do Clima: Guterres defende ação imediata dos líderes mundiais

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, defendeu nesta quinta-feira (22), em reunião virtual da Cúpula do Clima, que é preciso mobilizar as lideranças políticas para superar as mudanças climáticas e acabar com a guerra contra a natureza.

“A mãe natureza não está esperando. A última década foi a mais quente já registrada. Gases de efeito estufa perigosos estão em níveis nunca vistos em 3 milhões de anos. As temperaturas globais já subiram 1,2 grau Celsius, chegando a esse limiar da catástrofe”, disse, na cúpula, por videoconferência.

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Ele ressaltou que o nível do mar está cada vez mais alto. Além disso, as temperaturas estão escaldantes, há ciclones tropicais devastadores e incêndios florestais épicos. “Precisamos de um planeta verde, mas o mundo está em alerta vermelho. Estamos à beira do abismo, devemos dar o próximo passo”, afirmou.

Conforme Guterres, os líderes mundiais devem construir uma coalizão global para emissões líquidas zero até meados do século. Isso deve ser feito com envolvimento de “todos os países, todas as regiões, todas as cidades, todas as empresas e todos os setores”.

“Todos os países, começando com os principais emissores, devem apresentar novas e mais ambiciosas medidas”, disse.

De acordo com ele, é preciso contribuir para mitigação, adaptação e financiamento, definindo ações e políticas para os próximos 10 anos. Os planos devem ser alinhados com as emissões líquidas zero até 2050. “Precisamos traduzir esses compromissos em ação imediata concreta”, enfatizou.

Compromissos ecológicos na Cúpula

O presidente da China, Xi Jinping, disse que o país começará a reduzir o consumo de carvão no período 2026-2030. Isso é parte de seus esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa que causam o aquecimento do clima. A China pretende se tornar neutra em carbono até 2060.

Conforme o governo dos Estados Unidos (EUA), há a promessa de cortar as emissões de gases de efeito estufa do país entre 50% e 52% até 2030, em comparação com os níveis de 2005. Com a nova meta, espera induzir outros grandes emissores a mostrarem mais ambição no combate à mudança climática.

Além disso, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considerou o compromisso do presidente dos Estados, Joe Biden, um divisor de águas.

“Estou realmente emocionado com o anúncio de mudança de jogo que Joe Biden fez”, disse Johnson, elogiando Biden. Ele afirma que Biden “devolveu os Estados Unidos à linha de frente da luta contra a mudança climática.”

Na última terça-feira (21), Johnson disse que a Grã-Bretanha cortaria as emissões de carbono em 78% até 2035. Esta é a meta mais ambiciosa de mudança climática do mundo, que colocará o país no caminho para a emissão neutra.

*Com Agência Brasil

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