Cúpula do Brics divulga relatório final do encontro e acena com acordos

Marco Antônio Lopes
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Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Terminou nesta quinta (14), no Itamaraty, em Brasília, o 11º encontro dos Brics, cúpula que reúne os líderes dos governos do Brasil, Rússia, Índia, África do Sul e China. O tema deste ano foi “Crescimento Econômico para um futuro Inovador”. No texto, assinado pelos chefes de estado dos cinco países – o presidente Jair Bolsonaro, Vladimir Putin, da Rússia, Xi Jiping, da China, Cyril Ramaphosa, da África do Sul, e o primeiro-ministro da Índia Narendra Modi — os líderes relacionaram 73 tópicos que fazem parte de uma declaração da cúpula. Os temas principais destacados giram em torno de política internacional.

No documento, chamado de Declaração de Brasília, os líderes enumeram pontos como a defesa do mercado, medidas para combater a corrupção, a preocupação com a corrida armamentista, sustentabilidade ambiental e o compromisso com as emissões de carbono, tema firmado no Acordo de Paris. O documento não fala da saída recente dos EUA do acordo. A Amazônia foi outro ponto que acabou não entrando no documento.

A economia global é um dos pontos destacados no documento. Os líderes falam em reformas estruturais para acelerar o crescimento econômico. A defesa de reformas fiscais e monetárias fazem parte da Declaração. Falam ainda em fortalecer o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização Mundial do Comércio (OMC). E anunciaram acordos comerciais para fortalecer o bloco.

As reuniões entre os líderes também trataram de questões como cooperação entre empresas do setor privado. Foram relacionadas 23 medidas para estimular o comércio e a indústria dos países. Fazem parte dessas diretrizes investimentos em energia limpa e dez acordos de cooperação entre os países em áreas como biotecnologia e infraestrutura. Os Brics também definiram que vão fortalecer o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB).

Crises humanitárias

Os líderes também fizeram menções a crises humanitárias pelo mundo, entre as quais a de países como o Sudão, a guerra da Síria, o conflito entre Israel e Palestina, a crise  e a ameaça do arsenal de armas nucleares da Coreia do Norte. Países da América do Sul que vivem momentos conturbados, como a Bolívia (cujo presidente Evo Morales afirmou ter sofrido um golpe e se asilou no México) e o Chile, que enfrenta protestos contra o governo do presidente Sebastián Piñera, não receberam citações no documento final da cúpula. A Venezuela, cuja crise resultou em 4 milhões de refugiados, também não foi mencionada. O governo brasileiro alegou que só entraram no documento assuntos de “envergadura global”.

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Os Brics também incluíram no documento a defesa por uma reforma da ONU, do Conselho de Segurança da ONU. China e Rússia fazem parte do Conselho como integrantes fixos. Brasil e Índia tentam assegurar vagas nesse grupo.

 

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