CSN (CSNA3) reporta queda de 76,4% no lucro no 2TRI

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação/ CSN

A CSN (CSNA3) divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2020, nesta terça-feira (28).

O lucro líquido totalizou R$ 445,9 milhões, uma diminuição de 76,4% na comparação anual.

O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 285 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 358 milhões no mesmo período de 2019.

De acordo com a CSN, o resultado foi impactado pelo custo da dívida de R$536 milhões, parcialmente compensado pela valorização das ações da Usiminas que gerou ganho sem efeito caixa de R$523 milhões, bem como receitas financeiras oriundas de créditos indenizatórios.

As despesas com vendas, gerais e administrativas totalizaram R$ 515 milhões.

Ebtida recua 19%

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 1,925 bilhão, redução de 19%.

A margem Ebtida atingiu 29,7%, baixa de 3,8 pontos percentuais.

A CSN explica que desempenho foi puxado pela recuperação dos volumes de vendas de minério de ferro, com reflexos positivos na logística, e finalmente bons resultados da Siderurgia e Cimento apesar do conturbado cenário econômico global.

Vendas caem

As vendas de aço somaram 1,003 milhão de toneladas, um recuo de 14% no segundo trimestre em comparação com igual período de 2019.

Segundo a CSN, o desempenho foi puxado para baixo pela queda de 20% das vendas no mercado interno.

Enquanto as vendas de minério de ferro totalizaram 7,743 milhões de toneladas, retração de 24%.

Mas desta vez, o mercado externo que apresentou recuo expressivo das vendas.

CSN

Receita da CSN recua 10%

A receita líquida da CSN atingiu a cifra de R$ 6,221 bilhões, baixa de 10%.

O lucro bruto caiu 25%, atingindo R$ 1,843 bilhão.

Enquanto a margem bruta ficou em 29,6%, baixa de 6 pontos percentuais.

Investimentos

A CSN investiu R$ 367 milhões no segundo trimestre, similar ao primeiro trimestre de 2020, em função das medidas adotadas visando a preservação do caixa para enfrentamento da pandemia Covid-19, priorizando projetos de confiabilidade e segurança na Siderurgia e na Mineração.

Dívida

A dívida líquida da CSN encerrou junho em R$ 33,120 bilhões, um aumento de 24%.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida/Ebtida, ficou em 5,17 vezes no final do segundo trimestre, contra 3,65 vezes no mesmo período de 2019.

Confira os destaques do balanço da CSN:

 

Tá e aí?

O BTG Pactual tem recomendação neutra para os papéis da CSN. Em relatório, o banco afirma que a velocidade da desalavancagem da companhia não é clara e decepcionou nos últimos trimestres.

A instituição argumenta que a tendência do minério de ferro é de alta, com preços fortes e fraqueza do real. No entanto, o desempenho do aço em 2020 deve dificultar os planos de desalavancagem da empresa. “Vemos a CSN em 6,7x EV / EBITDA 2020, o que é um prêmio significativo em relação à concorrente Vale”, diz o relatório.