CSN (CSNA3) registra lucro de R$ 3,89 bilhões no 4TRI20

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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A CSN (CSNA3) reportou um lucro líquido R$ 3,89 bilhões no quarto trimestre de 2020. O resultado é quase 3,5 x maior que em igual período de 2019, com lucro de R$ 1,13 bilhão.

Em 2020, o lucro liquido da siderúrgica foi de R$ 4,29 bilhões, quase duas vezes mais que em 2019.

As vendas de aço no trimestre atingiram 1,229 milhão de toneladas no período, um crescimento de 10%.

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O resultado financeiro foi positivo em R$ 276 milhões, contra despesa de R$ 298 milhões em igual período de 2019.

Em 2020, o resultado financeiro atingiu o saldo negativo de R$ 796 milhões, onde o custo da dívida foi parcialmente compensado pela valorização das ações da Usiminas, disse a CSN.

Ebitda dispara 200%

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 4,738 bilhões. Uma elevação de 200% quando comparado ao quarto trimestre de 2019.

Já no acumulado de 2020, o Ebitda ajustado foi recorde em R$ 11,5 bilhões, alta de 59% sobre a base anual.

A margem Ebitda ajustado do trimestre ficou em 47%.

Conforme a empresa, o resultado se deu em função da boa performance nos segmentos de mineração, siderurgia e cimentos.

Receita cresce 50%

A receita líquida somou R$ 9,79 bilhões no quarto trimestre, um aumento de 50% sobre o mesmo período de 2019.

“O aumento se deu principalmente pelo ótimo desempenho nos segmentos de siderurgia e mineração, impulsionados pela alta global dos preços das commodities”, disse a companhia.

O lucro bruto subiu 100% no trimestre, atingindo R$ 4,19 bilhões. Já a margem bruta foi de 42,9% no quarto trimestre de 2020.

Dívida da CSN

A dívida líquida consolidada encerrou dezembro de 2020 em R$ 25,619 bilhões.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebitda ajustado, ficou em 2,23 vezes no final do quarto trimestre de 2020.

Um ano antes a alavancagem era de 3,77 vezes.

De acordo com a CSN, a redução da alavancagem foi em função da forte geração de caixa do período, sendo somada ao decréscimo da dívida pela variação cambial.

Veja os destaques do balanço da CSN (CSNA3):