Crise na Argentina derruba exportações e freia retomada da indústria brasileira

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação: Anfavea

A crise vivida pela Argentina e o quadro de incertezas que envolve o relacionamento entre o presidente Jair Bolsonaro e Alberto Fernández, que tomará posse na presidência Do país vizinho no próximo dia 10 de dezembro, estão dificultado a recuperação da indústria nacional.

Segundo dados divulgados pelo ministério da Economia e publicados pelo jornal O Globo, nesta segunda (25), o Brasil terá déficit comercial com a Argentina pela primeira vez nos últimos 16 anos, fator que pode ser preponderante para frear a retomada do crescimento da indústria nacional.

Os números apontam que, entre janeiro e outubro de 2019, o saldo comercial do Brasil com a Argentina está negativo em US$ 621,8 milhões, podendo alcançar até R$ 1 bilhão pela estimativa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Bem diferente do registrado em 2018, quando ficou positivo em R$ 3,86 bilhões.

“Infelizmente, essa situação com o Mercosul era previsível, por conta do cenário na Argentina. O déficit vai continuar em 2020”, avisou José Augusto de Castro, presidente da AEB.

Caem exportações para a Argentina

Os setores de calçados, autopeças e automóveis estão entre os mais afetados na crise que derrubou em 23% o total de exportações para a América do Sul, principalmente para a Argentina. Apenas Peru e Colômbia registraram um leve crescimento nas vendas.

No período entre janeiro e outubro de 2019 as exportações de automóveis para a Argentina, que eram responsáveis por 2/3 das vendas para fora do País, despencaram 50%. México, Colômbia e Peru registraram aumentos no ponto em questão, mas os números foram insuficientes para compensar a falta de demanda argentina.

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Técnicos de economia e comércio exterior também estão preocupados com as turbulências políticas recentes envolvendo Chile, Bolívia e até mesmo a Colômbia, e alertaram que, quanto melhor for a “saúde econômica” dos vizinhos, mais o Brasil tem a crescer.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Argentina, Paraguai e Uruguai absorvem 20,4% dos produtos manufaturados e compram 25,6% dos produtos de alta e média-alta intensidade tecnológica exportados pelo País. Tais dados fazem do Mercosul o maior mercado de bens intensivos em tecnologia brasileira, desbancando China, Estados Unidos e a União Europeia.

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