Crise argentina: ¿Qué pasa con los Hermanos?

Thales Barboza
Thales Barboza é Engenheiro Civil com MBA em Gestão Financeira. Palestrante do EuQueroInvestir.com e também Assessor de Investimentos do EuQueroInvestir A.A.I. assessores de investimentos.Me envie um e-mail: thales.barboza@euqueroinvestir.com ou então um WhatsApp: (47) 9.8838.0075
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O mês de Maio foi um dos piores para a economia de nossos Hermanos, a sua moeda (peso argentino) desvalorizou 10% em relação ao Dólar, o Banco Central aumentou a taxa de juros de para um dos maiores patamares das histórico, 40% ao ano e a inflação chegou à próximo de 25% nos últimos 12 meses.

Com o objetivo de conter a desvalorização cambial, no dia 09/05 o governo anunciou que iria recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional) para negociar um empréstimo de US$ 30 bilhões.

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¿Qual es el problema?

Todos os fatores citados acima são a consequência de uma série de erros de Política Monetária, deste modo, não basta simplesmente vender reservas internacionais e aumentar a taxa de juros.

[box type=”success” align=”” class=”” width=””]Para comprovar esse ponto, quero apresentar 3 indicadores: a taxa de câmbio, a evolução da base e da oferta monetária.[/box]

A taxa de câmbio é um dos indicadores mais claros de inflação de um país. Na Argentina, o dólar valorizou de 10 pesos ao final de 2015 para 23 pesos atuais, o equivalente a uma desvalorização próxima de 50%. Isso quer dizer que os produtos importados encareceram 100% em 2 anos e meio.

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A causa de tamanha depreciação é a abundância de dinheiro na economia. Como é possível notar no gráfico abaixo, a expansão da base monetária foi de mais de 65% desde janeiro de 2016, sendo que está é uma variável totalmente sob controle do Banco Central.

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Em consequência, houve muito mais abundância de dinheiro em mãos da população, deste modo, o M1 (dinheiro em circulação na economia) cresceu mais de 70% no mesmo período.

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Tudo bem, entendemos que o que causou tamanho descontrole monetário (o qual só perde para a Venezuela) foi o aumento de dinheiro na economia e depreciação da moeda, mas o que ocasionou isso?

God, save the Queen Government! (Deus, salve o governo)

A Argentina é como aquele seu amigo que você empresta dinheiro sempre, mas uma vez ao ano ele não te paga. Como o governo argentino tem um histórico de calores nos investidores, ele tem dificuldades de financiar os seus déficits orçamentários, deste modo ele utiliza o Banco Central para imprimir dinheiro e financiar o governo.

[box type=”success” align=”” class=”” width=””]Esse déficit fiscal é causado devido a uma excessiva carga tributária. Entre 2002 e 2017 a carga tributária aumentou 10% em relação ao PIB.[/box]

Alta carga tributária atrelado a Inflação são ruins para a competitividade do país e sua facilidade de atrair capital, pois os investidores ficam receosos de investir em uma econômica burocrática, instável e sem retorno para a população.

Uma das formas mais eficientes de identificarmos o nosso perfil de investidor, é realizando um teste de perfil.

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[box type=”warning” align=”” class=”” width=””]Outro fator importante é: População altamente dependente do governo![/box]

Por mais incrível que pareça, algumas províncias da Argentina têm mais funcionários públicos do que privados, e somente em duas ele representa menos do que 30% da população empregada.

Além do já citado, o governo está adotando uma prática muito semelhante ao que levou o Brasil a uma das maiores crises de sua história: concessão de subsídios ao setor privado, montando um sistema desproporcional de carga tributária, beneficiando alguns setores em específico.

Enfim, a Argentina tem uma baixa produtividade e as receitas tributárias não são suficientes para cobrir os gastos do governo. Deste modo, como o país não tem crédito no mercado, o governo imita a ficção do seriado La Casa de Papel: Imprimir dinheiro para bancar tudo isso.

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¿Qué hacer ahora? (O que fazer agora?)

Alguns especialistas dizem que a solução é banco central tem que parar de imprimir dinheiro para financiar o Tesouro e consequentemente novas expansões monetárias. Isso causaria recessão e queda brusca de investimentos, porém, causaria uma valorização do peso no mercado internacional.

Se essa ação irá resolver o problema ainda não sabemos. Mas sabemos que continuar com as atuais políticas monetárias não irá resolver.

O que fazer agora

O primeiro passo sempre será conhecer seus limites, sua tolerância a risco. Não entender seus próprios limites pode levá-lo a tomar as piores decisões com seus investimentos.

Por este motivo, sugerimos que todo investidor - experiente ou iniciante - conheça seu perfil. Se busca obter ganhos mais altos aceitando certa volatilidade ou se prefere maior segurança com retornos garantidos.

Entender mais profundamente o seu perfil como investidor e seus objetivos quanto a prazos de investimentos é uma tarefa um pouco mais sofisticada. É preciso considerar histórico como investidor, fatores pessoais e até profissionais que um teste da internet não considera.

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