Crise amplia fatia da Ásia nas exportações brasileiras

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução Pexels / Pixabay

Dependendo da amplitude e duração da pandemia do coronavírus, a Ásia pode se transformar em destino para metade das exportações brasileiras. Isso ainda este ano, segundo informações do portal Valor Econômico.

O avanço do coronavírus já gerou repercussões nas contas externas. E, também deve acelerar uma queda de paradigma na balança comercial. A avaliação foi feita pelos integrantes da equipe econômica, do governo Bolsonaro. 

Os mercados asiáticos já representaram até o fim de março, 44,5% das vendas do Brasil no exterior. Já neste mês de abril, devem fechar acima de 45% na exportação.

A tendência é de que o aumento da participação na exportação venha a ocorrer. Devido ao perfil exportador, conforme afirmou um auxiliar do ministro Paulo Guedes: “Numa crise como essa, as pessoas compram menos chapéu de feltro, bolas de tênis e bombas de motor para piscina. Mas, elas continuam comprando alimentos, proteínas, itens básicos.”

Produtos do mercado de exportação

Os principais produtos exportados à China, são: soja, petróleo, minério de ferro, carne bovina, carne de frango e suína. Mesmo com os acontecimentos no país asiático, a China comprou quase 5% a mais de produtos brasileiros. 

Outros mercados do continente asiático também vinham despontando, no período entre janeiro e março. Como Cingapura (256%), Coreia do Sul (19%) e Malásia (15%).

Estes mercados têm a vantagem de estarem controlando melhor o avanço do vírus. Por isso, é provável que possam “abocanhar” uma fatia maior nas exportações brasileiros, nos próximos meses deste ano.

Mas, em relação a outros mercados importantes para o Brasil, houve queda no acúmulo do primeiro trimestre. Foram eles a América do Norte (-15%), América do Sul (-13%) e no Oriente Médio (-27%). Para a União Europeia e África, as exportações apresentaram estabilidade.